O que são e por que surgem as aftas? Tire dúvidas
Mulheres, adolescentes e jovens adultos são os que mais sofrem com o problema
A aftas são feridas na boca que costumam ser inofensivas, mas a recorrência pode sugerir desequilíbrios na alimentação e na imunidade, exigindo maior atenção.
Para lidar melhor com essas bolotas incômodas, entenda o que realmente são as aftas, por que elas surgem e quando merecem mais atenção:
A origem
Mordidas desajeitadas, alimentos ácidos, período de estresse, déficit nutricional, alterações hormonais e até doenças autoimunes. São vários os gatilhos das aftas.
Essas úlceras dolorosas e esbranquiçadas surgem quando o tecido epitelial da boca (aquele que reveste a superfície) é lesionado, expondo a camada inferior, chamada conjuntiva. É um circo armado para a inflamação.
A frequência
Apesar do incômodo, a maioria das aftas não causa maiores transtornos. Porém, quando o problema é constante e numeroso, o quadro pode ser chamado de estomatite aftosa recorrente e ser acompanhado por deficiências vitamínicas e doenças autoimunes, como a de Behçet.
Nesses casos, as células de defesa acabam tanto atacando como regenerando o tecido, em um círculo vicioso.
A cicatrização
Via de regra, as aftas desaparecem espontaneamente, dentro de uma ou duas semanas, sem deixar cicatrizes.
O fechamento das feridas é marcado pela formação de uma película branca ou amarela de fibrina, que evita sangramentos e protege o local de bactérias.
Em casos mais complexos, podem ser necessárias medicações e terapias com laser para estimular a renovação do tecido.
Como evitar novas erupções
Siga as orientações dos experts Alimentação Uma dieta equilibrada, rica em vitaminas e minerais, e sem alimentos desencadeadores reduz o risco de feridas.
Alimentação
Uma dieta equilibrada, rica em vitaminas e minerais, e sem alimentos desencadeadores reduz o risco de feridas
Higiene bucal
Use escovas de dente macias para evitar microlesões na mucosa. Mantenha a limpeza com, no mínimo, três escovações por dia.
Rotina
Vá ao dentista com regularidade, principalmente se usar aparelhos que aumentam o risco de traumas.
Tratamentos
Uso tópico
Corticoides, anestésicos e anti-inflamatórios no formato de pomada e gel são uma opção para aliviar o incômodo.
Terapias sistêmicas
Doenças inflamatórias e autoimunes podem estar por trás das lesões e são controladas com drogas específicas.
Laserterapia
A luz reduz a inflamação, aumenta a circulação sanguínea na região e, assim, agiliza a cicatrização.

Fontes: Celso Augusto Lemos Júnior, dentista e membro da Câmara Técnica de Estomatologia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp), e Emerson Nakao, dentista e consultor científico da Odontoprev / Foto: Plan Shooting2/Imazins – Getty Images







