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Otaviano Costa relembra aneurisma da aorta torácica e comemora cura

Em vídeo, apresentador recordou diagnóstico recebido há dois anos, com condição que pode ser fatal

Por Maurício Brum 9 jun 2026, 11h58 | Atualizado em 9 jun 2026, 15h00
Homem de cabelo grisalho e barba, vestindo camisa xadrez vermelha e preta, calça jeans e tênis brancos, sentado em uma poltrona branca, segurando um microfone e gesticulando com a mão direita para cima, em um palco com fundo laranja e a logo websummit RIO. Foto sob licença CC BY 2.0
Otaviano Costa, em foto de 2023 (Web Summit Rio/Wikimedia Commons)
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Dois anos após descobrir um problema de saúde que poderia lhe custar a vida, o apresentador Otaviano Costa recordou, em vídeo recente nas redes sociais, o momento em que ouviu do cardiologista que tinha um aneurisma da aorta torácica.

A mensagem foi publicada no sábado (6), mesma data em que, em 2024, o marido de Flávia Alessandra recebeu o diagnóstico de que tinha uma “bomba-relógio” dentro do peito. O problema, diagnosticado por casualidade em um ecocardiograma realizado após uma leve dor próxima às costas, foi descoberto cedo o bastante para realizar uma cirurgia que evitou complicações mais graves.

Entenda o que foi o quadro sofrido por Otaviano Costa e por que ele assusta tanto. E veja o vídeo abaixo:

O que é um aneurisma na aorta?

Independentemente da localização, os aneurismas ocorrem devido a um enfraquecimento nas paredes de vasos sanguíneos, geralmente uma artéria. Com o tempo, isso leva a uma dilatação anormal, com o vaso se projetando para fora do seu curso habitual e formando uma espécie de “balão”.

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Essa alteração com frequência é totalmente assintomática e os casos mais famosos costumam ser os aneurismas cerebrais: o grande perigo é essa alteração passar despercebida até que o vaso se rompa, o que, no caso das artérias dentro da cabeça, leva a um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.

O aneurisma de Otaviano Costa era de um tipo diferente: ele ocorreu na aorta, a maior artéria do corpo humano, que sai do coração, passa por tórax e abdômen, e se ramifica até atingir outras partes do corpo. Seu quadro foi identificado na região torácica e, embora possa se desenvolver sem sintomas, também causa ocasionalmente dor local, como parece ter ocorrido em seu caso.

Embora menos famoso do que o aneurisma cerebral, um aneurisma da aorta também pode matar. Quando ele se rompe, o grande risco é a chamada dissecção da aorta, que leva ao extravasamento do sangue e à interrupção do fluxo para o cérebro e outros órgãos vitais, que começam a falhar pela falta de oxigênio.

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Qualquer pessoa pode desenvolver um aneurisma, mas ele é mais comum em quem tem problemas cardiovasculares crônicos e não controlados, com destaque para a hipertensão e a aterosclerose. Fatores genéticos e o abuso de substâncias como narcóticos, cigarro e álcool também incrementam os riscos.

Como é o tratamento

O tratamento de um aneurisma da aorta varia de acordo com a localização do problema e a gravidade do quadro. No caso de um aneurisma pequeno, a opção costuma ser mais conservadora: não é feita cirurgia e o paciente monitora o quadro com exames periódicos, podendo fazer uso de medicamentos que ajudam a tratar os fatores de risco para um rompimento.

Quando um aneurisma está mais avançado e o risco de ruptura é iminente, como ocorreu com Otaviano Costa, uma cirurgia é indicada.

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Há dois procedimentos principais. A versão mais tradicional, com um tempo de recuperação mais longo, envolve uma cirurgia aberta para remover o trecho afetado da aorta, substituindo-a por um enxerto sintético; embora não tenha detalhado a técnica a que se submeteu neste vídeo mais recente, à época Otaviano deu a entender que passou por esse tipo de operação, com abertura da caixa torácica pelo esterno.

Outra alternativa envolve uma intervenção por cateterismo. Menos invasiva, essa técnica busca chegar até a região afetada para colocar uma endoprótese, uma estrutura semelhante a um stent, mas mais sofisticada. Posicionada dentro da parte da aorta com o aneurisma, ele cria um novo “canal” para que o fluxo sanguíneo passe por ali, sem forçar as paredes da artéria sob risco de rompimento.

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