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Outono e saúde: o que muda no corpo e como evitar resfriados e alergias

Entenda por que a estação intensifica problemas respiratórios e adote cuidados simples para prevenir resfriados e alergias

Por Alfredo Salim, clínico geral, via Brazil Health* 20 mar 2026, 10h46 •
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Crises de rinite são mais comuns no inverno (Guillermo Spelucin/Getty Images)
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  • O outono em 2026 começa no dia 20 de março, às 11h45, com o equinócio. Nessa estação, muitas pessoas percebem um aumento nos episódios de resfriados, crises alérgicas e problemas respiratórios. Não é coincidência. Essa época do ano traz mudanças ambientais importantes que afetam diretamente o sistema respiratório e favorecem a circulação de vírus.

    A combinação de temperaturas mais baixas, ar mais seco e maior permanência em ambientes fechados cria condições ideais para a transmissão de agentes infecciosos e para o agravamento de doenças respiratórias já existentes.

    O que muda no organismo e no ambiente no outono

    Durante o outono, a umidade do ar tende a cair, o que resseca as vias respiratórias. Esse ressecamento compromete uma das principais barreiras de defesa do organismo: a mucosa nasal. Quando ela está menos hidratada, sua capacidade de filtrar vírus, bactérias e partículas irritantes diminui.

    Além disso, com o clima mais frio, as pessoas passam mais tempo em locais fechados e com menor ventilação. Esse comportamento facilita a circulação de vírus respiratórios, que se espalham mais facilmente em ambientes compartilhados.

    Mudanças bruscas de temperatura ao longo do dia também podem desencadear irritação das vias aéreas, especialmente em pessoas mais sensíveis.

    Resfriados, alergias e crises respiratórias ficam mais comuns

    Entre os problemas mais comuns do outono estão resfriados, gripes e infecções respiratórias leves. Embora geralmente sejam autolimitados, podem causar desconforto significativo e afastamento das atividades diárias.

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    As doenças alérgicas também tendem a se intensificar. Rinite e sinusite podem ser desencadeadas ou agravadas pelo ar seco, poeira acumulada e ácaros presentes em ambientes pouco ventilados.

    Pessoas com asma merecem atenção especial nessa época. A combinação de ar frio e seco pode desencadear crises respiratórias, exigindo ajuste no tratamento ou maior vigilância dos sintomas.

    Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis.

    +Leia também: Doenças de outono: 5 cuidados para evitar as queixas típicas da estação

    Cuidados simples para evitar resfriados e alergias no outono

    A boa notícia é que medidas simples ajudam a reduzir o risco de adoecer durante o outono. Manter uma boa hidratação é fundamental para preservar a saúde das mucosas respiratórias. Beber água regularmente ajuda a manter o organismo mais protegido.

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    A ventilação dos ambientes também é importante, mesmo nos dias mais frios. Abrir janelas por alguns minutos ao dia reduz a concentração de vírus e alérgenos no ar.

    Outro cuidado essencial continua sendo a higiene das mãos. Lavar as mãos com frequência ou utilizar álcool em gel ajuda a reduzir significativamente a transmissão de vírus respiratórios, especialmente após contato com superfícies compartilhadas ou ambientes públicos.

    A vacinação contra a gripe também deve ser lembrada, principalmente para os grupos mais vulneráveis. A vacina continua sendo uma das formas mais eficazes de prevenir complicações respiratórias.

    Manter hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, sono adequado e atividade física regular, também contribui para fortalecer o sistema imunológico.

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    O outono faz parte do ciclo natural das estações, mas seus efeitos sobre a saúde respiratória podem ser minimizados com informação e cuidados simples no dia a dia. A prevenção continua sendo a melhor estratégia para atravessar a estação com mais saúde e menos doenças.

    +Leia também: Chega de sinusite: como identificar as causas e evitar que o problema volte

    Alfredo Salim Helito, clínico geral, membro do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês e membro da retaguarda do pronto atendimento do Hospital Sírio-Libanês, head nacional de clínica médica da Brazil Health.

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