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Ozivy: saiba a data e o preço de lançamento do “Ozempic” brasileiro

Produto recém aprovado pela Anvisa poderá ser vendido por valores abaixo de R$300,00; entenda as condições

Por Layla Shasta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 jun 2026, 16h03
Caixa branca do medicamento Ozivy, semaglutida 1,34 mg/mL, solução injetável, com detalhes em azul e vermelho, sobre fundo cinza
Ozivy será lançado ao mercado a partir do dia 15 de junho. (EMS/Divulgação)
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O Ozivy, primeira caneta de semaglutida fabricada no Brasil, já tem data de lançamento nos mercados. Segundo a fabricante, a farmacêutica EMS, o produto chegará às prateleiras a partir do dia 15 de junho.

Cada caneta do medicamento – que tem o mesmo princípio ativo do Ozempic –, custará a partir de R$452,00.

Além disso, de acordo com a empresa, serão disponibilizados preços especiais por meio do Programa “Vida + Leve”, do EMS Saúde.

Os pacientes que integrarem à iniciativa terão um investimento médio de R$287 por mês ao longo dos primeiros três meses de tratamento.

Neste primeiro ciclo de abastecimento, a EMS disponibilizará mais de 500 mil canetas ao mercado, com distribuição inicial nas principais redes farmacêuticas do país.

O remédio deverá estar disponível em todo o território nacional ainda na segunda quinzena do mês.

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Para quem o Ozivy é indicado

Oficialmente, o Ozivy só foi aprovado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado, combinado a dieta, exercícios ou outros remédios.

Portanto, ele não chega ao mercado com aprovação para tratamento de obesidade e sobrepeso, mas, como a semaglutida original já tem essa indicação, não se descarta que o medicamento da EMS também venha a ser receitado dessa forma, para uso off-label (além daquele indicado em bula).

Além disso, como todos os remédios da classe, a semaglutida sintética do Brasil também só poderá ser adquirida mediante receita médica em duas vias.

Medicamento não é genérico

É importante destacar que o produto não é um genérico, que obrigatoriamente precisa ser pelo menos 30% mais barato do que os produtos de referência e só pode ser comercializado com o nome do princípio ativo.

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Isso porque a legislação brasileira não permite a fabricação de medicamentos genéricos de produtos biológicos (categoria na qual se enquadra a semaglutida).

Por isso, o Ozivy foi produzido como um análogo sintético de produto biológico e, assim, é classificado como um medicamento novo.

Apresentações disponíveis

Segundo a Anvisa, o Ozivy foi aprovado na concentração de 1,34 mg por mililitro (mL) de solução. Ele será comercializado em embalagens de:

  • 1,5 mL, com 1 caneta e 4 agulhas;
  • 1,5 mL, com 1 caneta e 6 agulhas;
  • 3 mL, com 2 canetas e 8 agulhas;
  • ou 3 mL, com 2 canetas e 10 agulhas.
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Medicamento chegará ao SUS?

Ainda não há previsão de oferta do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Embora tenha recebido o aval da Anvisa para ser comercializado no Brasil, isso não garante sua disponibilização na rede pública.

Para que passe a ser oferecido pelo SUS, o produto precisa ser avaliado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que analisa critérios como eficácia, segurança e custo-benefício.

Com base nesse parecer, o Ministério da Saúde decide se o medicamento será ou não incorporado ao sistema público de saúde. Mas o Ozivy não começou esse processo ainda.

+Leia também: Patente do Ozempic chega ao fim nesta sexta: por que isso importa para pacientes e para o SUS

Como o Ozivy age

A semaglutida sintética age da mesma forma que o produto biológico original, ou seja, imitando a ação do GLP-1. Liberado naturalmente pelo corpo após as refeições, esse hormônio atua, basicamente, em três frentes:

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No pâncreas, ele estimula a produção de insulina, outro hormônio, responsável por controlar os níveis de glicose (açúcar) no sangue, além de reduzir o glucagon, que, ao contrário, eleva o açúcar na corrente sanguínea.

Já no estômago, ele retarda o esvaziamento gástrico, prolongando a sensação de saciedade. Enquanto isso, na sua terceira frente de atuação, ele age no cérebro, atuando nos centros de fome e recompensa, reduzindo o apetite.

Resumindo, então, a substância imita a ação do GLP-1 de forma potencializada e, com isso, o paciente sente menos fome e tem um melhor controle da glicose no organismo.

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