🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Peptídeos e longevidade: entre as promessas e os limites da evidência

Desvende os peptídeos MOTS-c e Epitalo e entenda o que a ciência já observa sobre seu papel no envelhecimento celular e metabólico

Por Rafael Rivas Pasco, médico do esporte, via Brazil Health* 5 Maio 2026, 17h10 | Atualizado em 5 Maio 2026, 17h12
peptideos-envelhecimento
Peptídeos estão se tornando febre na medicina e na estética, mas ainda há poucos estudos robustos sobre eles  (Mariyariya/Getty Images)
Continua após publicidade
Peptídeos e longevidade: entre as promessas e os limites da evidência Priorizar nos meus resultados Google

Nos últimos anos, o envelhecimento deixou de ser visto apenas como um processo inevitável e passou a ser estudado como um fenômeno biologicamente modulável. Avanços na biologia celular e molecular mostraram que vias metabólicas, inflamatórias e, principalmente, mitocondriais desempenham papel central na forma como o corpo envelhece.

Dentro desse contexto, surgem os chamados peptídeos sinalizadores – moléculas que atuam como mensageiros biológicos e podem influenciar processos celulares importantes. Entre eles, dois nomes têm despertado atenção: o MOTS-c e o Epitalon.

Mas é preciso separar o que já está consolidado do que ainda pertence ao campo da pesquisa.

O que a ciência já sabe sobre esses peptídeos

O MOTS-c é um peptídeo de origem mitocondrial que vem sendo estudado por sua atuação em mecanismos ligados ao metabolismo energético. Pesquisas indicam que ele pode influenciar vias como a AMPK, associada à regulação do uso de energia pelas células e à adaptação ao estresse metabólico.

Em termos práticos, isso significa que o MOTS-c pode estar envolvido na forma como o organismo responde a desafios como exercício físico, restrição calórica e alterações metabólicas.

Continua após a publicidade

Já o Epitalon, estudado há mais tempo em modelos experimentais, tem sido associado a processos relacionados ao envelhecimento celular, incluindo possíveis efeitos sobre a dinâmica dos telômeros – estruturas que protegem o DNA e estão ligadas ao envelhecimento das células.

Essas observações despertam interesse, especialmente no campo da chamada medicina da longevidade. No entanto, é importante entender o estágio em que essa ciência se encontra.

Entre potencial e evidência clínica

Apesar dos mecanismos promissores, a maior parte dos estudos com esses peptídeos ainda está em fases iniciais ou pré-clínicas. Isso significa que muitos resultados vêm de modelos laboratoriais ou estudos com animais, e não de grandes ensaios clínicos em humanos.

Continua após a publicidade

Na prática médica, isso faz diferença. Para que uma substância seja incorporada com segurança à rotina clínica, é necessário comprovar não apenas seu mecanismo de ação, mas também sua eficácia, dose adequada, segurança em longo prazo e impacto real em desfechos relevantes.

Por isso, o uso desses peptídeos fora de protocolos de pesquisa ainda deve ser visto com cautela, sempre respeitando critérios éticos e regulatórios.

*Rafael Rivas Pasco, médico do esporte, membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE) e da Brazil Health.

Continua após a publicidade

(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

brazil-health

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo uma página de notícias com imagens de produtos e um ícone de árvore verde ao ladoMão segurando um smartphone branco com a tela exibindo um aplicativo de notícias, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).