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Por que algumas pessoas suam demais?

Suar é crucial ao organismo, mas a transpiração excessiva atrapalha o dia a dia. Entenda por que isso acontece e o que fazer para amenizar o suadouro

Por Chloé Pinheiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 fev 2022, 14h21
suor excessivo
Táticas para amenizar o suor vão de cremes a cirurgias.  (Ilustrações: Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital)
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Calcula-se que até 5% da população possa sofrer com hiperidrose, condição caracterizada pelo suor excessivo. Embora não seja perigoso, o problema pode comprometer a qualidade de vida, mas tem jeito de amenizar o incômodo.

Entenda por que algumas pessoas suam demais e o que pode ser feito a respeito:

1) A origem do suor

O suor é um mecanismo de regulação da temperatura corporal. Em toda a pele, temos sensores, chamados termorreceptores periféricos, que detectam as variações térmicas. Conectados ao sistema nervoso central, eles enviam mensagens ao cérebro.

Área do cérebro responsável pelo suor
(Ilustrações: Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital)

2) Glândulas em ação

O hipotálamo, região cerebral responsável pela regulação da temperatura, recebe o sinal e envia estímulos às glândulas sudoríparas. Essas estruturas, por sua vez, captam líquido dos arredores e o bombeiam por um tubo que desemboca na epiderme, camada superficial da pele.

Glândula sudorípara
(Ilustrações: Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital)
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3) Além do calor

Em quem tem hiperidrose, o mecanismo de produção do suor funciona mais do que deveria, tanto em situações normais — durante o exercício físico, ao comer itens apimentados ou viver uma emoção intensa — quanto inesperadamente, sem motivo claro.

Locais onde se manifesta a hiperidrose
(Ilustrações: Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital)

De onde vem a hiperidrose?

Pessoas com o problema tendem a suar demais mesmo quando não há nenhum gatilho em cena — e em locais bem específicos do corpo.

A condição é crônica, costuma aparecer no adulto jovem e permanecer durante a vida toda. A ciência ainda não sabe por que isso acontece e não existem fatores de risco conhecidos — exceto a presença de uma doença ainda oculta.

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+ Leia também: Suor noturno: 6 motivos que causam o desconforto e como evitá-los

Soando o alerta para outros males

Em algumas situações, a sudorese excessiva é fruto de algum problema de saúde. Caso dos suores noturnos — na hiperidrose, as crises ocorrem somente quando a pessoa está acordada.

Diabetes, distúrbios neurológicos, alterações hormonais e alguns tipos de câncer têm como sintoma a transpiração anormal, que pode vir ainda do uso de certos medicamentos.

Dá para conter a transpiração

Roupas manchadas e vergonha de interagir em público? Dá para remediar isso com algumas táticas:

Cremes e desodorantes: Produtos com sais de alumínio bloqueiam mecanicamente a saída de suor das glândulas sudoríparas.

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Botox: A toxina botulínica pode ajudar por travar o músculo responsável pela ejeção do suor. Mas é preciso reaplicar de tempos em tempos.

Cirurgia: Casos mais drásticos podem ser resolvidos com a retirada das glândulas. Pode haver efeito rebote e o suor surgir em outro lugar.

Diagnóstico hiperidrose
(Ilustrações: Rodrigo Damati/SAÚDE é Vital)

Fontes: Camila Arai Seque, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD); Ana Paula Pierro, dermatologista da BP — A Beneficência Portuguesa de São Paulo 

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