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Por que tomar doses altas de vitamina D faz mal à saúde

Tanto a falta quanto o excesso do nutriente causam problemas de saúde no longo prazo. Suplementação não deve ser feita sem orientação médica

Por Maurício Brum 25 jul 2025, 15h00
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Vitamina D é importante para a saúde, mas deve estar presente na dose correta (pch.vector/Freepik)
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É tão comum ter deficiência de vitamina D que muita gente decide suplementá-la por conta própria, mesmo sem orientação médica. Só que esse hábito, além de contraindicado, também pode trazer muitos danos à saúde.

Ao contrário das vitaminas hidrossolúveis (como a C), cujo excesso geralmente é eliminado pela urina sem causar maiores problemas, a D é lipossolúvel: se você consome demais, ela é armazenada pelo corpo, mas não de uma maneira desejável. Incapaz de processar o excesso, o organismo passa a sofrer com toxicidade.

Entenda melhor para que serve a vitamina D e quais os riscos de utilizá-la sem moderação.

+Leia também: Nem muito nem pouco: o papel da vitamina D

Para que serve a vitamina D?

A função mais básica da vitamina D é a absorção de cálcio e fósforo, o que a torna importantíssima para a formação dos ossos e a manutenção da sua saúde. Não é à toa que a suplementação é especialmente indicada quando há crescimento ou risco de perda óssea. Leia-se: até os 18 anos, na gestação, e na terceira idade.

Mas sua importância vai além disso.

A vitamina D também ajuda a regular uma série de outras funções no organismo, contribuindo de forma geral para o funcionamento dos órgãos, sobretudo o intestino e os rins, e para a manutenção da saúde imunológica. A deficiência pode aumentar o risco de doenças crônicas.

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Qual o perigo do excesso?

Apesar de ser importante para o organismo, em excesso a vitamina D pode se tornar tóxica. Como o corpo não consegue processar tudo, ela passa a produzir sintomas e gerar perigos de longo prazo.

O problema é que muitas vezes os sinais são inespecíficos e podem até mesmo ser confundidos com os sintomas da própria deficiência: incluem perda de apetite, náusea e fadiga excessiva ao realizar atividades físicas ou mentais.

Nesses casos, a melhor maneira de diagnosticar um excesso passa por exames de sangue avaliando os níveis de cálcio e da própria vitamina D, além de considerar o histórico de suplementação do paciente.

Sabe-se que uma alta dosagem de vitamina D no sangue também está associada a uma maior mortalidade em estudos populacionais, da mesma forma que acontece com a deficiência. Ou seja: nada de sair suplementando por conta própria, pois você pode acabar só substituindo um risco pelo outro sem resolver problema algum.

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Quando a suplementação de vitamina D é indicada?

A vitamina D é obtida pela alimentação e, sobretudo, pela exposição à luz solar (de forma cuidadosa e por tempo limitado, para evitar os riscos inerentes à radiação ultravioleta, como o câncer de pele). Mesmo que a deficiência seja comum, a suplementação não é para todos.

Uma nova diretriz da Endocrine Society, uma das principais entidades globais da área, afirmou no ano passado que não há indicação para testar rotineiramente os níveis de vitamina D em pessoas sem doenças.

Por essa diretriz, a suplementação empírica (sem necessidade de testagem) em pessoas saudáveis só é indicada até os 18 anos, acima dos 75, ou na gravidez.

Ou seja, adultos em geral não precisam nem testar e nem suplementar, pela ausência de estudos comprovando benefícios na promoção da saúde.

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Por outro lado, quando há alguma doença envolvida, pode haver indicação de testes e reposição dessa vitamina, mas isso só deve ser feito mediante avaliação médica. Mesmo quando é preciso suplementar, a dose indicada pode variar muito, e comprar um suplemento em níveis excessivos para o seu caso pode expor sua saúde a novos riscos.

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