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Como identificar problemas de visão nas crianças? Veja dicas de um médico

Cuidar dos olhos dos pequenos antes da escola pode fazer toda a diferença no desenvolvimento, evitando dificuldades que impactam o aprendizado

Por Fábio Medina Rocha, oftalmologista, via Brazil Health* 23 out 2025, 12h05
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Miopia na infância pode atrapalhar os estudos (Foto: JGI/Jamie Grill/Getty Images/Veja Saúde)
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Os primeiros anos de vida são decisivos para o desenvolvimento da visão. É nesse período que cérebro e olhos aprendem a trabalhar juntos, formando as bases da percepção visual.

Quando algum problema passa despercebido nesta fase, o impacto pode se estender por toda a vida escolar e social da criança. Estima-se que uma em cada 20 crianças em idade pré-escolar tenha algum tipo de deficiência visual, e que até 80% dos casos de dificuldade de aprendizagem estejam relacionados a alterações na visão.

Por isso, observar sinais precoces e manter o acompanhamento oftalmológico regular é essencial.

Sinais que indicam necessidade de atenção

Mesmo antes de a criança saber ler ou conseguir explicar o que sente, é possível notar sinais de que algo não vai bem com a visão. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Franzir os olhos para enxergar objetos próximos ou distantes;
  • Chegar muito perto da televisão;
  • Segurar livros ou brinquedos muito próximos ao rosto;
  • Piscar em excesso;
  • Parecer distraído diante de estímulos visuais.

Sintomas como dor de cabeça frequente, olhos avermelhados, lacrimejamento constante e falta de interesse por atividades que exigem atenção visual, como desenhar ou montar blocos, também merecem atenção.

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Como identificar problemas de visão em bebês

Em bebês, alguns sinais específicos chamam a atenção dos especialistas.

Olhos desalinhados (estrabismo), falta de contato visual e dificuldade de acompanhar objetos com o olhar são alterações que não devem ser ignoradas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, os pais devem levar o bebê ao oftalmologista ainda no primeiro ano de vida, de preferência entre 6 e 12 meses, mesmo que não haja sintomas.

Exames simples e indolores permitem identificar problemas como dificuldade para enxergar de longe ou de perto, alterações na curvatura do olho e o chamado “olho preguiçoso”, que, quando tratados cedo, têm grandes chances de melhora.

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+Leia também: Retinoblastoma: diagnóstico precoce de câncer infantil previne a cegueira

Acompanhamento regular protege o desenvolvimento

O acompanhamento oftalmológico deve continuar mesmo após a primeira consulta.

A recomendação é que a criança seja reavaliada aos 3 ou 4 anos de idade e, depois, anualmente durante a fase escolar. Isso porque muitos problemas de visão podem se desenvolver com o crescimento. O diagnóstico precoce faz toda a diferença: quanto antes detectar e tratar, maiores as chances de a criança não ter prejuízos no aprendizado e na convivência com outras pessoas.

Nos últimos anos, a área avançou tanto no diagnóstico quanto no tratamento. Equipamentos modernos permitem detectar problemas de forma rápida e segura, e o uso de óculos, lentes especiais e até tampão para tratar o “olho preguiçoso” tem mostrado ótimos resultados.

A participação da família é fundamental: pais, cuidadores e professores precisam ficar atentos ao comportamento visual da criança e buscar ajuda médica se perceberem qualquer sinal de alerta.

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Cuidar da visão infantil é garantir o futuro da criança. O olhar atento dos pais e as consultas regulares ao oftalmologista proporcionam não só uma visão saudável, mas também melhor desempenho na escola e na vida em sociedade. Enxergar bem é um dos primeiros passos para aprender e se desenvolver com plenitude.

* Fábio Medina Rocha é oftalmologista e membro da Brazil Health 

(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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