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Qual a relação entre Covid-19 e impotência sexual

Há registros de disfunção erétil em homens com coronavírus. Especialistas explicam essa possível ligação

Por Daniella Grinbergas e Gustavo Grohmann
21 jan 2021, 17h23 • Atualizado em 29 abr 2021, 10h29
Foto de banana, representando impotência
A relação entre coronavírus e impotência está sendo estudada. (Foto: Deon Black/Unsplash/Divulgação)
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  • O assunto começou a ganhar repercussão no final de 2020, quando a norte-americana Dena Grayson, uma especialista em doenças infecciosas, levantou a possibilidade de homens com Covid-19 apresentarem disfunção sexual mesmo após se curarem. Estudos iniciais foram divulgados na sequência, reforçando a hipótese. Embora não exista uma comprovação de que a impotência seja uma possível sequela do coronavírus, especialistas veem sentido na relação.

    Ora, o pênis precisa ser irrigado com bastante sangue para ficar rígido. E já se sabe que o Sars-CoV-2 às vezes compromete a circulação. “O processo inflamatório causado pelo vírus é importante e pode agredir o endotélio, que é o revestimento interno dos vasos sanguíneos, provocando lesões e até trombos”, aponta o urologista Willy Baccaglini, especializado em medicina sexual do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

    Além da vascularização do pênis, há outros fatores importantes a incluir nessa conta. “É preciso entender se o paciente já resgatou a capacidade respiratória necessária para a relação sexual, que corresponde a uma atividade física”, analisa Fernando Facio, chefe do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Cabe ressaltar que qualquer comprometimento cardiopulmonar pode impactar o desempenho sexual do homem, por vezes ocasionando disfunção erétil.

    E um último ponto: a impotência pode ser fruto de uma insegurança. “A questão emocional tem um peso enorme. A infecção vem de mãos dadas com medos, ansiedades e outros sentimentos que interferem na performance”, indica Facio.

    O novo coronavírus é transmitido pelo sexo?

    O contágio pelo sêmen não está descartado: há indícios de que o vírus consiga chegar aos testículos. Entretanto, uma resposta categórica depende de mais estudos e análises em longo prazo.

    Mas atenção: a principal forma de transmissão do Sars-CoV-2 ocorre pelas vias respiratórias e pelo contato físico próximo. Se você considerar a proximidade com o parceiro, vai entender que a transmissão dessa maneira é bem possível durante o sexo.

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