Ressaca: o que fazer (e o que não fazer) após exagerar no álcool
Cuidados antes e durante a ingestão de álcool são mais importantes do que aquilo que se faz depois que os sintomas aparecem

Entre as festas de Réveillon, férias e de olho no Carnaval no horizonte (algumas cidades, como o Rio de Janeiro, já estão com blocos na rua…), o começo de ano costuma ser um período de exageros etílicos e bastante ressaca para muita gente.
Nessas horas, é comum recorrer a “soluções mágicas” que supostamente ajudam a aliviar as moléstias causadas pelo consumo excessivo de álcool. Mas muita coisa que é vendida por aí como solução para a ressaca não tem qualquer eficácia comprovada e, ao contrário, pode até causar problemas maiores.
Saiba melhor o que funciona (e o que evitar) quando a conta da bebedeira chega no dia seguinte.
O que fazer para minimizar a ressaca
Vamos lá. É bom não deixar qualquer dúvida: apesar do que diz a sabedoria popular, nenhum produto cura ressaca. No máximo, eles podem ajudar com os sintomas típicos do pós-bebedeira. A única maneira garantida de não sofrer com a ressaca, porém, é não beber. Mas é claro que, se você chegou até aqui, sua ideia é a redução de danos.
As maneiras mais efetivas de minimizar a ressaca, na verdade, são preventivas, devem ocorrer antes e durante a ingestão de álcool, não quando os sintomas aparecem. Elas incluem:
1. Moderar o consumo de álcool
Já que a ideia é beber, que isso seja feito com parcimônia. A tolerância alcoólica varia de pessoa para pessoa, e mesmo com todos os cuidados é possível sofrer com a ressaca assim mesmo.
Uma dica é aprender com os erros do passado e identificar os próprios limites. Cuidado com armadilhas que ajudam a perder a conta de quanto você está bebendo, como drinques adocicados que “mascaram” a presença do álcool.
2. Não beber de estômago vazio
Alimentar-se antes de beber faz com que o álcool não entre tão rapidamente na corrente sanguínea, reduzindo seus efeitos. Isso também ajuda a evitar uma sobrecarga do fígado.
É importante ter em conta que o recomendado, aqui, é fazer uma boa refeição equilibrada. Comer só um lanchinho pode não ser suficiente para forrar o estômago e atingir o efeito desejado.
3. Beber água
Além do álcool propriamente dito, uma das grandes culpadas pelo desconforto após beber é a desidratação. Entre outras razões, quem toma álcool demais certamente vai urinar mais do que o habitual. E, se não repuser isso com água, só vai perpetuar o ciclo.
Nesse caso, também dá para garantir a hidratação com sucos. Os açúcares podem ajudar a enfrentar os efeitos do álcool.
4. Medicamentos podem aliviar sintomas
No fim da noite, se os sintomas aparecerem, é possível recorrer a remédios como analgésicos ou antiácidos, mas eles também devem ser usados com cuidado. Se você beber com frequência e sofrer sempre com ressaca, o uso descontrolado de remédios pode acabar mascarando um problema mais grave.
De novo: não existe fórmula mágica, e os remédios não “curam” a ressaca nem os outros efeitos danosos do álcool no organismo. Eles podem, simplesmente, aliviar sintomas como dor de cabeça ou desconfortos estomacais.
+Leia também: Dá para minimizar os efeitos do álcool no organismo?
O que evitar na hora de lidar com a ressaca
Medicamentos vendidos em conjunto, como o “kit ressaca”, são contraindicados pelos médicos. Em primeiro lugar, eles passam uma noção errônea de prevenção (boa parte deles, como o Engov, não vão ajudar se você tomá-los antes da bebedeira).
Também existe o risco de interações imprevisíveis entre os vários produtos, além de alguns deles agravarem os problemas do álcool ou reduzirem o efeito de outro medicamento de uso contínuo que a pessoa já empregue no dia a dia.
Passando uma falsa sensação de segurança, eles também fazem com que algumas pessoas bebam ainda mais do que pretendiam, acreditando que estão mais protegidas dos efeitos do álcool.
Caso você precise recorrer a um fármaco, isso deve ser feito para tratar sintomas isolados, sem misturar vários produtos.
A mensagem, como sempre, é beber com moderação e não acreditar em milagres quando a ressaca já se instalou. Caso seus sintomas sejam muito intensos ou recorrentes, não hesite em procurar ajuda médica.