Sarampo: com dois casos confirmados esse ano, quem precisa tomar a vacina?
Esquema básico é indicado no começo da vida, mas é possível completar a vacinação até os 59 anos de idade caso você tenha perdido o prazo original
Mesmo em situação controlada no Brasil, o sarampo voltou a ser uma preocupação das autoridades sanitárias em função de surtos registrados em outras partes do mundo em que a cobertura vacinal tem se tornado deficiente, como os Estados Unidos, o México e o Canadá. O alerta ficou ainda maior às vésperas da Copa do Mundo que será sediada pelos três países, evento com potencial de aumentar a circulação do vírus em outros cantos do globo.
Por aqui, o ano de 2026 já teve registro de dois casos da doença, ambos importados. No ano passado, tinham sido 38, também trazidos de fora. Mesmo que o Brasil continue sendo considerado como um país livre de sarampo, a possibilidade do retorno do problema reforça a importância da vacinação.
Entenda melhor como funciona a imunização e quem deve receber as doses.
Quem deve se vacinar contra o sarampo
A vacina contra o sarampo está indicada para todas as pessoas entre 1 e 59 anos de idade. Por padrão, o esquema recomendado indica tomar uma dose aos 12 meses após o nascimento e a segunda aos 15 meses. Mas qualquer pessoa mais velha (até os 59 anos) pode se vacinar, caso não tenha o recebido o esquema completo na idade indicada.
A imunização pode ser feita com a vacina tríplice viral (que defende contra sarampo, caxumba e rubéola) ou com a tetraviral (que, além das três já citadas, também protege contra a varicela, causadora da catapora), conforme a disponibilidade de doses no momento da imunização.
Gestantes são um grupo que deve ter um cuidado extra: essa vacina é contraindicada durante a gravidez. Nesse caso, o esquema deve ser concluído após o parto, já no puerpério.
Doença segue controlada no Brasil, apesar de surtos na América do Norte
Em 2025, as Américas perderam o certificado de região livre de sarampo após o Canadá não conseguir impedir a circulação do vírus em um período de 12 meses consecutivos.
Em janeiro, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) solicitou informações adicionais ao México e aos Estados Unidos, que também estão sob risco de perder a certificação – mas a análise definitiva só vai ocorrer em novembro. Os EUA, por exemplo, já sabem que tiveram seu pior ano em relação ao sarampo desde 1991.
O surto na América do Norte, porém, não significou que o Brasil perdeu esse status. Após ter a certificação removida em 2019, em meio a uma queda histórica na cobertura vacinal, nosso país reverteu a situação em 2024 e voltou a ser considerado livre de sarampo. Até o momento, os casos registrados por aqui desde então têm sido sempre importados ou relacionados à importação, indicando que não há circulação da doença em território nacional.
Mas não dá para baixar a guarda: como mostram os vizinhos mais acima do mapa (e a própria experiência brasileira poucos anos atrás), deixar a vacina de lado pode trazer de volta uma doença que é até capaz de matar.







