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Bolsonaro: entenda as alterações renais e se há relação com a broncopneumonia

Problemas de saúde que afetam ex-presidente acontecem em órgãos diferentes, mas podem estar associados

Por Maurício Brum 16 mar 2026, 15h08
Jair Bolsonaro está internado em UTI por broncopneumonia.
Jair Bolsonaro está internado em UTI por broncopneumonia. (Ton Molina / Correspondente autônomo/Getty Images)
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O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, onde trata uma broncopneumonia acompanhada de acometimento nos rins. No boletim médico mais recente, divulgado nesta segunda-feira (16), o político apresentou recuperação na função renal e melhora nos marcadores inflamatórios, mas segue sem previsão de alta.

Embora os pulmões e os rins pareçam órgãos distantes, os dois problemas de saúde enfrentados por Bolsonaro estão relacionados. Entenda melhor como a broncopneumonia pode provocar alterações renais.

Broncopneumonia e função renal: o que tem a ver?

Uma broncopneumonia, como a enfrentada pelo ex-presidente, é caracterizada por um processo inflamatório mais disseminado do que uma simples pneumonia, e costuma afetar diferentes estruturas pulmonares simultaneamente, como os brônquios e os alvéolos.

Ocasionada por uma infecção bacteriana, a doença de Bolsonaro pode desencadear uma resposta inflamatória que afeta outras partes do corpo. Não à toa, marcadores inflamatórios do ex-presidente têm sido medidos diariamente.

Exames típicos para acompanhar esses quadros costumam ser feitos com amostras de sangue, avaliando indicadores como a proteína C reativa (PCR), a velocidade de hemossedimentação (VHS) e a ferritina, entre outros.

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Nesse contexto de inflamação sistêmica, os rins costumam estar entre as estruturas mais ameaçadas. Quadros graves que exigem internação em UTI, como o de Bolsonaro, podem inclusive ocasionar lesões renais agudas, que fazem a função dos rins piorar rapidamente.

Para avaliar a saúde dos rins, pode haver medição de marcadores como os níveis de creatinina e ureia, além da taxa de filtração glomerular (TFG), que indicam como esses órgãos estão atuando para filtrar as impurezas do sangue.

Vale dizer que em idosos, como o sistema imune não funciona tão bem, esse efeito em outros órgãos pode ser ainda mais sentido.

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+Leia também: Doença renal crônica: o que é e como é o tratamento

Como é o tratamento de Bolsonaro

Bolsonaro enfrenta uma broncopneumonia de origem bacteriana, o que exige o uso de antibióticos endovenosos para combater o agente causador da doença. Em paralelo a isso, o político também está sendo submetido a procedimentos de fisioterapia respiratória e motora, recebendo oxigênio por cateter nasal e seguindo uma dieta pastosa.

Segundo as informações disponibilizadas publicamente até o momento, o ex-presidente não vem realizando um tratamento específico para as complicações renais. A melhora nos marcadores de função dos rins e de inflamação pode ser atribuída a uma boa resposta aos antibióticos, que ajudam a aliviar a infecção e seus impactos inflamatórios.

Em casos graves, quando a função renal piora ainda mais, um paciente na situação de Bolsonaro pode precisar recorrer a técnicas como a hemodiálise. Entretanto, não foi informada essa necessidade no quadro do ex-presidente, que permanecia estável até a última atualização deste texto.

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