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VSR: vacina para gestantes contra a bronquiolite ainda é pouco conhecida

Imunização deve ser realizada na gestação para que a mãe transfira anticorpos ao bebê ainda na barriga

Por Larissa Beani Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
4 dez 2024, 10h35 • Atualizado em 4 dez 2024, 12h42
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Vacinação contra VSR é recomendada para mulheres grávidas de 24 a 36 semanas (Freepik/Divulgação)
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  • A bronquiolite e a pneumonia estão entre as doenças que mais preocupam as mães brasileiras. No entanto, poucas delas conhecem o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador dessas moléstias na primeira infância — e uma parcela menor ainda sabe que é possível prevenir infecções no bebê ao se vacinarem contra o vírus ainda na gravidez.

    É o que mostra uma pesquisa realizada pelo instituto de Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), a pedido da Pfizer. Foram ouvidas 530 gestantes de 18 a 45 anos, de todas as regiões do país e diferentes classes sociais.

    Segundo o levantamento, 94% das grávidas afirmam terem ouvido falar da bronquiolite, inflamação viral que afeta a parte final dos brônquios e dificulta a chegada de ar aos pulmões de alguns grupos vulneráveis, como bebês e idosos.

    Entre essas mulheres, no entanto, apenas 22% sabem o que, de fato, é a doença, enquanto 24% a confundem com bronquite (que é uma doença crônica) e 36% confessam só terem ouvido falar, sem saber o que é exatamente.

    A bronquiolite costuma começar com sintomas de resfriado, como coriza, congestão nasal e tosse seca, e pode evoluir para quadros de chiado e falta de ar, que podem pôr em risco a vida. O VSR, desencadeador de 75% dos casos de bronquiolite, é a principal causa de morte entre crianças de até um ano de idade no Brasil.

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    + Leia também: Vacina para vírus que causa bronquiolite é aprovada: saiba quem deve tomar 

    É possível prevenir os desfechos graves vacinando mulheres no terceiro semestre de gravidez. Assim, elas passarão os anticorpos para as crianças ainda dentro da barriga. 

    A Pfizer, que conduziu o levantamento, teve aprovada em abril deste ano a Abrysvo, única vacina liberada no Brasil que cumpre esse papel. “Em estudos clínicos, ela chegou a prevenir 82% dos casos graves da infecção pelo VSR em crianças de até três meses de idade e evitou 69% das complicações até os seis meses de vida”, afirma Adriana Ribeiro, diretora médica da Pfizer no Brasil.

    Mas pouca gente está ciente disso. Apenas 8% das gestantes sabem que é possível se imunizar contra o vírus na gravidez.

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    + Leia também: Vírus sincicial respiratório (VSR): o patógeno que tira o sono dos pais

    Recomendação para gestantes

    Ao longo da gravidez, as mulheres devem seguir um calendário vacinal específico para essa fase.

    “É uma forma não apenas de proteger a gestante de possíveis infecções, mas também de garantir que o filho adquirida anticorpos ainda na barriga da mãe, e esteja menos vulnerável em seus primeiros meses de vida”, explica Melissa Palmieri, pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira Imunizações na regional de São Paulo (SBIm-SP). 

    De acordo com o levantamento do Ipec, somente um quinto das entrevistadas têm clareza sobre esse benefício ao bebê. 

    Ainda assim, 77% delas afirmam que foram orientadas por seus médicos a se imunizarem durante a gravidez e quase todas (96%) seguiram a recomendação.

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    + Leia também: Vírus sincicial respiratório (VSR): o patógeno que tira o sono dos pais

    Só que a percepção sobre a importância imunização, que já não é alta, vai diminuindo conforme as semanas de gravidez avançam. Entre aquelas que estavam no primeiro trimestre, 17% ressaltaram a relevância da estratégia. Já entre as do segundo semestre, a porcentagem caiu para 10%. No terceiro semestre, atingiu 7%.

    É justamente na reta final, entre as 24 e 36 semanas, que as mulheres devem se vacinar contra o vírus sincicial respiratório, conforme recomenda a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    A SBIm recomenda que a dose única seja administrada entre a 32ª e a 36ª semana, mas caso haja algum contratempo, como risco de parto prematuro, o imunizante deve ser dado antes, a partir da 24ª.

    De acordo com a bula da Abrysvo, o ideal é que haja um intervalo mínimo de duas semanas entre a aplicação dela e da tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche).

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    + Leia também: Vacina da Covid é segura para grávidas e ainda protege recém-nascidos

    Atualmente, a vacina está disponível apenas em clínicas e laboratórios privados, mas ela pode ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em breve. Até o dia 9 de dezembro, está aberta a consulta pública para avaliar a inclusão do Abrysvo no Calendário Nacional de Vacinação da Gestante

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