Bárbara Evans revela vício em clonazepam e faz alerta sobre perigos do medicamento
Também conhecido pelo nome comercial Rivotril, remédio é conhecido por gerar dependência e exige que desmame seja feito aos poucos
A modelo Bárbara Evans compartilhou, em um vídeo divulgado em suas redes sociais na quarta-feira (29), que está em processo de “desmame” após desenvolver dependência com o medicamento clonazepam. Ela revelou que tomava o ansiolítico para dormir, um hábito que se intensificou após o nascimento dos filhos.
Também conhecido pelo nome comercial Rivotril (embora haja outras alternativas no mercado), o remédio é conhecido pelo risco de dependência e tem a venda controlada. Apesar do alerta que também aparece na bula, Bárbara disse que não havia sido devidamente informada dos perigos quando recebeu a indicação original de utilizá-lo, anos atrás. “Não sabia que ele fazia tão mal a longo prazo”, contou.
Entenda melhor como esse remédio funciona e o que ocorre quando uma pessoa precisa superar a dependência.
O que é o clonazepam e quais suas indicações?
O clonazepam é conhecido sobretudo pelo seu poder ansiolítico, também sendo indicado para distúrbios associados, como pânico e fobia social.
Ele também pode ser indicado para:
- Crises epiléticas em adultos e espasmos infantis (síndrome de West);
- Transtornos de humor, como o transtorno afetivo bipolar e a depressão maior;
- Síndrome das pernas inquietas;
- Vertigem e distúrbios do equilíbrio;
- Síndrome da boca ardente.
Ao inibir o sistema nervoso central, ele produz um efeito sedativo que causa sonolência e acaba ajudando a dormir melhor. Esse impacto também faz com que seu uso seja contraindicado antes de dirigir ou operar maquinários, por exemplo. A recomendação mais comum é tomar antes de dormir mesmo.
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Medicamento tem venda controlada
Esse remédio pertence à classe dos benzodiazepínicos e pode causar dependência física e psicológica. Por isso, o Rivotril e outros medicamentos com clonazepam são medicamentos de tarja preta, com venda controlada e retenção de receita.
O medicamento deve ser receitado mediante acompanhamento psiquiátrico, com avaliações periódicas sobre o ajuste da dose. “O risco de dependência aumenta com a dose, tratamentos prolongados e em pacientes com história de abuso de álcool ou drogas”, alerta a bula.
Como é o processo de desmame do clonazepam?
Pacientes que desenvolveram dependência em relação a esse remédio podem apresentar sintomas de abstinência em caso de uma interrupção brusca do tratamento. O quadro pode envolver sintomas físicos e psíquicos e, em situações graves, chega a episódios de despersonalização, desrealização e alucinações, entre outras situações.
Por isso, a retirada do medicamento deve ser feita aos poucos, com uma redução gradativa da dose diária. É o processo que vem sendo seguido por Bárbara Evans, segundo o relato compartilhado nas redes: ela contou aos seguidores que tomava um comprimido inteiro de 2 mg. “Agora, estou tomando um quarto [do comprimido]“, explicou.
Ainda assim, a modelo e influenciadora relatou que por vezes convive com sintomas típicos da abstinência, como tremores e dificuldades para dormir em noites pontuais. Ela revelou que, sob acompanhamento psiquiátrico e psicológico, vem substituindo o clonazepam por gotas de canabidiol. Nunca é demais lembrar: toda troca de medicamentos deve ser sempre feita sob estrita orientação médica.






