O impacto da escuta acolhedora na saúde mental dos jovens
Projeto brasileiro colhe frutos com suporte emocional a jovens de escolas públicas
Ansiedade, conflitos familiares e preocupação com o futuro. São essas as principais queixas que levam jovens de 13 a 24 anos de todo o Brasil a procurar apoio na rede Pode Falar, um canal online de escuta acolhedora criado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Cerca de 28 mil atendimentos já foram realizados por mais de 20 instituições parceiras. Entre elas, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) se destaca por também atuar presencialmente em escolas para promover a saúde mental.
“Já iniciamos um desdobramento do projeto voltado à formação de educadores e à criação de espaços de cuidado no ambiente escolar”, conta Katia Freire, coordenadora da iniciativa, uma das vencedoras do primeiro Prêmio VitaTec, que valoriza trabalhos inovadores na área.
“Essas atividades visam qualificar o acolhimento prestado e garantir os encaminhamentos adequados conforme a natureza das demandas apresentadas pelos jovens que nos procuram”, ressalta.
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Falar sobre morte e luto sem estigmas
Proporcionar conversas sinceras sobre viver e morrer é a missão do movimento inFINITO, outro projeto laureado pela premiação nacional, concebida pelo Instituto Vita Alere.
A iniciativa promove — com depoimentos de pacientes com doenças graves, familiares e profissionais de saúde — discussões sobre os limites e os júbilos da vida, ajudando mais de 120 mil seguidores no Instagram a lidar com inquietações e o próprio luto.
“Precisamos falar abertamente sobre a morte para podermos viver melhor”, afirma Tom Almeida, fundador do movimento. O inFINITO também acaba de lançar “Uma Boa Notícia”, o primeiro documentário brasileiro sobre cuidados paliativos e no fim de vida no streaming.
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