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Stalking: entenda o que é e saiba sobre o caso de Isis Valverde

Homem que perseguia atriz há 20 anos foi preso nesta semana, tentando se aproximar da casa dela

Por Maurício Brum
18 dez 2025, 09h47 •
Isis Valverde agradeceu o trabalho da polícia após prisão de homem que a perseguia há duas décadas.
Isis Valverde agradeceu o trabalho da polícia após prisão de homem que a perseguia há duas décadas. (Redes sociais/Reprodução)
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  • Um homem foi preso na terça-feira (16) no Rio de Janeiro, suspeito de perseguir a atriz Isis Valverde. Identificado como Cristiano Kellermann, de 43 anos, ele admitiu à policia ser um stalker da celebridade, a quem estaria assediando há cerca de duas décadas.

    Gaúcho, Kellermann disse ter se mudado ao Rio de Janeiro apenas para ficar próximo de Isis, tentando forçar encontros com a atriz, inclusive aproximando-se da residência dela. Ele afirmava estar apaixonado pela famosa e teria contratado até mesmo um detetive particular para obter informações sobre a rotina dela e meios de contatá-la.

    Por meio de nota, Isis Valverde agradeceu o trabalho da polícia e elencou: “a minha prioridade é a segurança da minha família e de todos ao meu redor”.

    O stalking é um comportamento obsessivo que costuma estar relacionado a transtornos psicológicos da pessoa que o pratica, gerando também impactos no bem-estar de quem é perseguido. Entenda melhor essa situação.

    O que é o stalking e como ele impacta a saúde

    A definição de um stalker se encaixa com a situação vivenciada por Isis Valverde: uma pessoa que realiza uma perseguição reiterada a outra, com impactos sobre a privacidade e a liberdade de movimento de quem é vítima do assédio, gerando a percepção de ameaças (ou ameaças concretas) à integridade física e psicológica do perseguido.

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    Um stalker pode agir de diferentes maneiras, e nem sempre faz isso com a presença física: o assédio também pode ocorrer por meio das redes sociais ou aplicativos de mensagem, no chamado cyberstalking. A pessoa que persegue pode sofrer com algum distúrbio psicológico, como um transtorno de personalidade e a criação de cenários fantasiosos sobre o relacionamento com a vítima.

    +Leia também: Stalking: o que é, quais são os sinais e os danos para a saúde mental

    A vítima da perseguição não precisa ser uma pessoa famosa. Em muitos casos, trata-se de alguém do convívio próximo do stalker, e um gatilho comum para o comportamento é uma rejeição amorosa prévia.

    Em pessoas que são vítimas do stalking, o desconforto pode gerar uma série de consequências na saúde mental, como ansiedade, depressão e até um transtorno de estresse pós-traumático, conforme o nível da perseguição e as consequências práticas do assédio.

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    Embora nem todos os stalkers cheguem às vias de fato, casos mais graves podem evoluir para violência física, estupro e até feminicídio. Vale destacar, no entanto, que homens também podem ser vítimas desse tipo de perseguição, e mulheres também podem ser stalkers.

    O que fazer

    Vítimas de stalking são incentivadas a reunir o máximo de provas de que a situação está acontecendo, como mensagens recebidas, publicações feitas pelo perseguidor nas redes ou imagens que demonstram que a pessoa se aproximou de forma indesejada, como fotos ou filmagens de câmeras de segurança, por exemplo.

    Em posse dessas informações, registre um boletim de ocorrência, que pode ser feito na delegacia de Polícia Civil mais próxima ou online.

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    Conforme a lei 14.132/21, a perseguição é crime no Brasil, com pena que pode chegar a dois anos de reclusão. Também há possibilidade de aumento em 50% da pena se o crime for cometido contra mulheres, crianças, adolescentes ou idosos, se o ato foi cometido em grupo ou se houve uso de uma arma.

    Caso o stalking já tenha rendido impactos na sua saúde, é fundamental contar com o devido acompanhamento psicológico para contornar a situação. Conforme a severidade do caso, a terapia pode ocorrer em paralelo ao uso de medicamentos psiquiátricos.

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