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Ansiedade em cães e gatos: aprenda a identificar os sinais

Excesso de lambedura, agressividade e alterações no apetite estão entre os sintomas mais comuns do quadro

Por Eduardo Barcelos 25 Maio 2026, 12h52
Cachorro da raça Pomerânia, com pelagem caramelo e branca, deitado com a cabeça apoiada nas patas, olhando para cima com olhos grandes e expressivos, em um fundo escuro
Ansiedade em pets pode decorrer de inúmeros fatores (Erwin Bosman/Unsplash)
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Os transtornos de ansiedade estão entre os problemas de saúde mental mais frequentes, com taxas que vêm aumentando significativamente ao longo dos anos. No entanto, não somos apenas nós, seres humanos, que podemos sofrer com o problema: nossos pets, como cães e gatos, também podem desenvolver esse quadro.

Os sinais, contudo, muitas vezes são pouco evidentes, o que faz com que muitos tutores não consigam identificá-los logo de cara. A seguir, entenda em mais detalhes como identificar os sinais de ansiedade em seus pets.

Como identificar os sintomas?

A ansiedade em animais pode ocorrer por inúmeros motivos. Muitos cães e gatos apresentam sinais do problema somente em situações específicas; outros, porém, podem desenvolver o quadro de forma crônica, seja em razão de alguma condição médica subjacente, ou por fatores relacionados ao ambiente.

Por isso, o primeiro passo deve ser sempre consultar um veterinário, para determinar a causa mais provável da ansiedade no animal e indicar o tratamento mais adequado.

Os sintomas variam não apenas entre cães e gatos, mas também de um animal para outro: nem todo cachorro, por exemplo, apresentará os mesmos sinais de ansiedade. Por isso é tão comum que os tutores não consigam identificar o problema de imediato.

Nesse contexto, é muito importante observar atentamente o comportamento corporal do animal. De acordo com o espectro de medo, ansiedade e estresse, conhecido pela sigla em inglês FAS, os sinais podem ser classificados em diferentes níveis. Veja a lista:

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Sinais de ansiedade em cães

No caso da ansiedade canina, os principais sinais podem variar conforme a intensidade do quadro. Em nível leve, o cão pode evitar o contato visual, desviar o rosto sem se afastar e apresentar uma respiração levemente ofegante.

Em nível moderado, podem surgir movimentos mais lentos, inquietação, dificuldade para se acalmar e busca constante pela atenção do tutor. Também é possível observar dilatação moderada das pupilas, hesitação para interagir (ainda que sem evitar completamente o contato) e lambedura excessiva das patas.

Já em nível severo, o animal pode apresentar episódios de agressividade defensiva ou ofensiva, imobilidade tônica, pupilas dilatadas e aumento da frequência respiratória. Outros sinais incluem boca fechada ou ofegante, língua contraída em vez de relaxada para fora da boca e cauda entre as pernas.

Sinais de ansiedade em gatos

Nos gatos, o quadro pode apresentar sinais semelhantes, embora com algumas manifestações mais específicas da espécie. Em nível leve, é comum observar pupilas parcialmente dilatadas, cabeça ligeiramente inclinada para baixo, evitação do contato visual e desvio do rosto sem que o animal necessariamente se afaste.

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Em nível moderado, podem ocorrer aumento da frequência respiratória, lambedura excessiva das patas e comportamentos como arrancar os próprios pelos.

Já em nível severo, o gato pode tentar escapar ativamente, apresentar pupilas dilatadas, orelhas e bigodes voltados para trás, cauda baixa e episódios de agressividade defensiva ou ofensiva, incluindo patadas.

Além disso, muitos desses sintomas podem estar associados, nos dois animais, a alterações no apetite, bem como à perda ou ao ganho de peso.

Hábitos saudáveis para adotar

Caso você identifique em seu pet as características descritas, recomenda-se, antes de tudo, procurar um médico-veterinário para avaliar a situação do animal e indicar o tratamento mais adequado.

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Além do acompanhamento profissional, algumas medidas podem ajudar bastante no controle da ansiedade, como evitar situações que provoquem medo, estresse ou ansiedade no animal. É fundamental aprender a identificar os momentos em que os sintomas aparecem mais, que são indicativos de uma situação desconfortável.

Da mesma forma, cuidar da saúde física do pet é muito importante: passeios regulares, brincadeiras, enriquecimento ambiental e momentos de interação com as pessoas podem ser formas de contribuir para o bem-estar geral e ajudar a reduzir os sinais do quadro.

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