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Braquicefalia: os riscos e cuidados com pets de “cara achatada”

Não é só uma característica estética: alteração no formato do crânio também aumenta chance de problemas de saúde. Saiba como manter seu bichinho confortável

Por Maurício Brum 13 jun 2026, 10h24
Um pug de pelagem bege, com olhos azuis escuros e focinho preto, envolto em um cobertor marrom claro, sentado em uma cama com lençóis brancos. Ele parece sonolento ou pensativo, com a cabeça levemente inclinada para a direita. O fundo é desfocado, com tons claros e neutros
Pugs são famosos por complicações associadas à braquicefalia (Matthew Henry/Unsplash)
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Braquicefalia é o nome dado à alteração anatômica em que o crânio de um animal (inclusive seres humanos!) tem um formato mais curto do que a média da sua espécie.

Essa condição nem sempre está relacionada a algum problema de saúde, mas, dependendo da intensidade do quadro, pode levar a complicações. É o que pode ocorrer com alguns animais de estimação famosos por ter a cabeça assim, como os pugs entre os cães e os persas entre os felinos.

Entenda melhor como a braquicefalia se manifesta em pets e os cuidados necessários.

Como surge a braquicefalia?

Originalmente, a braquicefalia é resultado da genética, com a alteração podendo se manifestar de forma mais frequente em determinados grupos populacionais. Ela também pode surgir aleatoriamente, associada a alguma outra condição.

Em seres humanos, por exemplo, a braquicefalia é mais comum em pessoas com ascendência na Mongólia e em partes da Índia, mas também pode ocorrer em função da estenose crânio-facial (ou cranioestenose), quando ossos do crânio se fundem antes do que deveriam.

Quando falamos de pets, porém, essa variação natural do formado da cabeça pode acabar sendo intensificada devido ao cruzamento intencional de indivíduos que já têm essas características.

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É o que ocorre em raças como os pugs, resultado de décadas de reproduções induzidas por criadores para desenvolver um animal de cara achatada. Essa característica estética era considerada desejável no mercado, mas também se revelou uma causa de vários problemas de saúde tipicamente vistos nesses cães.

Quais os riscos à saúde do animal?

O formato achatado da cara de pets com braquicefalia pode deixá-los mais expostos a uma série de complicações de saúde relacionadas ao funcionamento inadequado das estruturas faciais, como o nariz e os olhos.

Um dos problemas mais recorrentes é a chamada síndrome obstrutiva das vias aéreas, quando o cão ou gato não consegue receber ar suficiente pelo nariz em função da passagem mais estreita para o oxigênio.

Sintomas típicos dessa dificuldade incluem respiração ruidosa, roncos, falta de ar mais acentuada durante atividades físicas (o que pode tornar seu pet menos propenso a brincar e correr) e maior tendência a um superaquecimento corporal.

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Além das questões respiratórias, a “cara achatada” de animais com braquicefalia também aumenta a chance de infecções oculares, refluxo e, no caso daqueles que têm muitas dobras na pele em torno da cabeça, há ainda um risco acentuado de problemas de pele.

Como cuidar do seu pet com cara achatada

Um animal com braquicefalia está mais propenso a uma série de problemas de saúde, mas isso não o impede de ter qualidade de vida com os devidos cuidados. O indicado é fazer visitas de rotina ao veterinário com mais frequência para detectar problemas bem cedo.

Além disso, a manutenção da boa saúde depende do manejo adequado de fatores de risco:

Não use coleiras de pescoço: elas comprimem ainda mais a passagem de ar de um pet que já tem propensão às dificuldades respiratórias. Prefira um peitoral.

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Cuidado com o peso: a obesidade piora os problemas respiratórios e aumenta as dobrinhas que podem causar lesões na pele. Siga a dieta indicada pelo veterinário e mantenha uma vida ativa dentro das capacidades do animal.

Atividade física moderada: pets com braquicefalia respiram pior e tendem ao superaquecimento. Por isso, eles não são tão ativos quanto outros animais. Mesmo assim, exercitar-se (de leve) só faz bem à saúde: opte por caminhadas leves em horários e ambientes com temperatura amena, respeitando os limites do seu amigo peludo.

Controle da temperatura: seu bichinho tem mais dificuldade em refrescar o próprio corpo. Faça o possível para manter os ambientes que ele frequenta sempre frescos e agradáveis, usando ar condicionado em dias mais extremos.

Cuidados de pele e olhos: limpe de forma diligente qualquer secreção ocular, assim como as sujeiras que se acumulam nas dobras de pele. Sem higiene, há grande chance de desenvolver irritações e úlceras.

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