Mordida de cachorro: primeiros socorros e cuidados indispensáveis
Limpeza do ferimento e vacinas são importantes para prevenir problemas mais graves após o acidente original
Não é por terem a fama de ser os melhores amigos dos seres humanos que os cães não podem provocar acidentes durante o convívio conosco. Mordidas de cachorro são uma situação comum que, além do ferimento em si, podem trazer problemas sérios de saúde sem a devida atenção médica.
Um dos maiores perigos é contrair raiva, uma doença que é sempre fatal se não for tratada a tempo (felizmente, o tratamento é bem simples e acessível!). Mais de 90% dos casos de raiva em humanos vêm, justamente, de mordidas dos nossos amigos caninos.
Confira os cuidados essenciais após uma mordida de cachorro.
1. Lave a área atingida
É sempre o primeiro passo: após um acidente desse tipo, a parte do corpo onde ocorreu a mordida deve ser lavada com água corrente e sabão. Além de remover quaisquer impurezas que podem provocar outras infecções na ferida aberta, a limpeza permite ver melhor a dimensão do estrago, especialmente se houve sangramento.
Após a lavagem, seque a área com uma toalha limpa, sem esfregar, e procure orientação médica. Não aplique pomadas ou álcool na ferida aberta e, se não estiver sangrando, evite também o uso de curativos.
2. Cuide do sangramento
Esse passo depende de quão profunda foi a mordida. Em alguns casos, não haverá sangramento. Mas, quando ele ocorre, a recomendação é pressionar a área atingida com gaze ou um pano limpo, de modo a frear a perda de sangue. Não faça torniquetes.
Na maioria dos casos, o sangramento não será intenso e não deve exigir curativos. Sempre que possível, evite cobrir a área da mordida. No entanto, se você der azar de ser mordido em uma área que sangra muito ou afetou algum nervo e prejudicou seus movimentos, a busca por auxílio médico deve ser ainda mais urgente.
3. Vacinas
Sempre procure um serviço de saúde após sofrer uma mordida de cachorro. Em geral, é preciso no mínimo aplicar a vacina antitetânica na sequência de um acidente desses, mas com frequência é necessário realizar também a profilaxia contra a raiva humana: casos em que você não sabe se o cachorro foi vacinado são os mais perigosos.
A raiva humana é sempre fatal uma vez que os sintomas aparecem. No entanto, antes disso há uma janela em que o tratamento previne os perigos: basta aplicar o soro antirrábico e, posteriormente, a vacina antirrábica seguindo a periodicidade indicada pelos médicos (não interrompa o tratamento, algo que também pode matar já que a doença seguirá evoluindo).
Como a raiva é uma doença tão perigosa, se houver dúvida sobre a presença do vírus no cachorro, vale sempre fazer a antirrábica preventivamente.
4. Fique atento também ao cachorro
Esse passo não será possível caso o cachorro envolvido no acidente seja desconhecido. Mas, se for um animal que você pode monitorar, é importante ficar atento aos sinais tanto no momento da mordida quanto nos dias seguintes: a presença excessiva de baba e um comportamento mais agressivo são indicativos de que o cão pode ter raiva.
Caso você tenha um cão de estimação, especialmente se ele convive com outros animais, mantenha sempre a vacinação do pet em dia. Além de proteger o próprio bicho, é a melhor forma de evitar que suas mordidas rendam perigos ainda maiores para seres humanos em acidentes desse tipo.







