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Piometra: a doença grave que ocorre em cadelas e gatas não castradas

Infecção severa do útero está relacionada à liberação de hormônios a cada cio e costuma ser vista em fêmeas mais velhas

Por Maurício Brum 13 nov 2025, 14h36
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Castração é fundamental para prevenir a piometra em cadelas e gatas (Kenny Eliason/Unsplash)
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A piometra é uma complicação de saúde grave que pode ocorrer em cadelas e gatas que não foram castradas. O problema é caracterizado por uma infecção grave no útero e ocorre associado às alterações hormonais do cio.

Essa doença é de difícil tratamento e não costuma ser resolvida apenas com antibióticos, exigindo também a remoção do útero. Sem tratamento, pode matar. O risco de piometra com o passar da vida reforça a indicação para que pets fêmeas sejam castradas ainda jovens, prevenindo o problema.

+Leia também: O que você precisa saber sobre castração de pets

O que causa piometra

A piometra ocorre por uma combinação de fatores hormonais e infecciosos. De modo geral, a cada cio o útero recebe novas doses de hormônios, que aumentam a proliferação de patógenos que podem causar problemas no órgão, especialmente quando vários ciclos se repetem sem uma prenhez.

Bactérias como a Escherichia coli costumam ser as principais causadoras de complicações de saúde. A piometra pode ocorrer a qualquer momento da vida de cadelas e gatas, mas é mais comum quando elas estão em meia-idade ou já idosas, após terem passado por vários ciclos de descarga hormonal e com o sistema imunológico mais enfraquecido pela idade.

Em animais mais jovens, a piometra costuma ocorrer relacionada ao uso de anticoncepcionais.

Tipos de piometra

Essa doença pode ser classificada como aberta e fechada.

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Embora as duas sejam muito graves, a piometra aberta costuma ser mais fácil de identificar precocemente, o que melhora o prognóstico do tratamento: nesse quadro, há um corrimento vaginal malcheiroso e purulento, situação que causa alerta nos tutores e costuma incitar a busca por ajuda veterinária.

Já na piometra fechada, o corrimento não é liberado. O pus resultante da infecção permanece se acumulando no útero, o que tende a retardar a identificação dos problemas até o quadro estar mais avançado. Com isso, a manifestação costuma ser mais grave.

Como identificar os sintomas

O sintoma mais característico da piometra é a presença de corrimento vaginal malcheiroso na fêmea, mas esse sinal pode estar ausente em casos fechados. Por isso, é fundamental ter atenção a outros sintomas sistêmicos, que costumam ser inespecíficos, tais como:

  • Febre
  • Letargia
  • Alterações de apetite
  • Diarreia
  • Dor e distensão abdominal
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Qualquer alteração no comportamento e nos hábitos alimentares de seu animal de estimação exigem uma visita ao veterinário para identificar o problema corretamente.

No caso da piometra, o diagnóstico leva em conta os sinais clínicos da doença e o histórico da fêmea (como a idade e se já foi castrada). Caso ainda haja dúvidas, um ultrassom pode ser realizado para confirmar o problema.

Qual o tratamento?

A infecção da piometra costuma ser severa e, embora exija tratamento com antibióticos, só a abordagem com medicamentos não é considerada suficiente. Recomenda-se a remoção cirúrgica do útero, também como forma de prevenir que o problema retorne no futuro.

O pós-operatório demanda cuidados especiais que vão além dos antibióticos, podendo envolver também medicamentos analgésicos e medidas para impedir que o animal remova os pontos durante a recuperação.

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