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Exagerou na ceia de Natal? Saiba como minimizar efeitos no corpo

Comer mais do que o normal em ocasiões especiais não precisa ser motivo de culpa. Veja como driblar o desconforto digestivo e voltar à rotina

Por Valentina Bressan
25 dez 2024, 07h30 •
ceia-natal
Comer além da conta durante as festas de final de ano não é o fim do mundo: dá para remediar a situação e logo retomar a rotina (Gpointstudio/Freepik)
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  • As festas de final de ano costumam ser época de mesa farta e, frente a tantas opções de pratos salgados e sobremesas, é difícil não provar ao menos uma colherada (ou várias) de cada receita.

    Se você exagerou no prato da ceia de Natal, a sobrecarga no organismo pode vir acompanhada de incômodos gastrointestinais, como enjoo, diarreia, constipação e náusea. A azia também pode aparecer, porque o estômago produz ácido extra para dar conta da digestão. 

    Esse mal-estar costuma passar sozinho em algumas horas, mas você pode ajudar o corpo a superar o exagero. Confira 6 dicas para amenizar os efeitos da comilança de Natal no organismo. 

    Primeiro, afaste a culpa

    Comer não deve ser uma atividade resumida a contar calorias, carboidratos e proteínas. Muitas vezes, e especialmente no Natal, compartilhar a mesa com amigos e familiares queridos é uma maneira de socializar. 

    Por isso, não é necessário se martirizar por ter comido mais do que o normal nas festas de final de ano. Se você mantém uma dieta saudável e equilibrada, combinada com atividades físicas, ao longo do ano, fique tranquilo: não é um dia de quebra na rotina que vai pôr a perder o esforço de outros 364 dias.

    +Leia também: Os cinco perigos das dietas restritivas para emagrecer

    Invista na água

    A água é a melhor amiga da digestão: quanto mais comida é ingerida, mais água o corpo exige para conseguir metabolizar e absorver os nutrientes. Capriche na hidratação nos dias seguintes ao Natal – e mantenha-se hidratado nos demais dias, claro.

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    Chás com efeito digestivo, como aqueles preparados com hortelã, erva-cidreira, boldo e gengibre são uma boa pedida. Evite refrigerantes e bebidas com gás, que aumentam o inchaço e os gases. 

    Evite deitar imediatamente

    Nós sabemos: depois de comer bastante, o cansaço e a sonolência logo aparecem e é tentador tirar uma soneca. Mas essa não é uma boa ideia, por dois motivos. 

    O primeiro é que a gravidade ajuda a empurrar a comida para o intestino e facilita a digestão. É mais recomendado ficar em pé ou sentado, até para evitar sintomas como azia e refluxo. A segunda razão também diz respeito à digestão: quando dormimos, o corpo desacelera esse processo. Espere de uma a duas horas, no mínimo, para deitar depois de comer. 

    Volte ao movimento, sem exagero

    Se você já ouviu dizer que uma caminhada ajuda na digestão, saiba que é verdade. Mas não exagere na hora de malhar após comer demais.

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    O ideal é se manter de pé – vale ajudar a família a lavar a louça, por exemplo – ou fazer uma caminhada leve. O movimento vai auxiliar o corpo a diminuir o inchaço e os gases, e acelerar a digestão. 

    Evite correr e levantar peso depois da ceia. Retome a rotina de exercícios quando sentir que a digestão acabou. 

    Dê uma mãozinha para o estômago

    É fácil pensar que, se você já “meteu o pé na jaca”, pode continuar comendo com exagero. Mas calma lá: assim como não vale seguir excedendo os limites do corpo, tampouco é necessário pular refeições. 

    Além de voltar a uma rotina alimentar equilibrada depois de exagerar em uma ocasião específica, você pode priorizar alimentos que facilitam a digestão

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    Frutas como mamão e abacaxi possuem enzimas que ajudam o estômago a quebrar os nutrientes de outros alimentos. De maneira geral, frutas e alimentos com bastantes fibras são uma ótima pedida: ameixa, tangerina, laranja, leguminosas, grãos integrais e hortaliças são algumas dicas. 

    Evite comidas gordurosas e frituras, bem como alimentos apimentados e ultraprocessados. 

    Coma de forma consciente

    Embora seja normal ignorar os sinais de saciedade do corpo em alguns momentos, comer de forma compulsiva com frequência pode ser sinal de um transtorno alimentar

    Não é necessário sentir vergonha, culpa ou tristeza depois de comer. Mas se esses sentimentos surgem associados à comida, vale buscar a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra.

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    Comer é também um ato comportamental, e é importante ter autoconhecimento para discernir quando você está com fome ou comendo em uma ocasião especial de momentos em que a ansiedade e a tristeza são motivos para exagerar.

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