Mel: conheça suas muitas propriedades e saiba como consumir
Descubra os benefícios deste alimento milenar e veja como inseri-lo na dieta

A versatilidade e o valor do mel foram demonstrados por diversas culturas ao longo da história da humanidade. O ingrediente foi usado pelos povos sumérios, egípcios, gregos e romanos da Antiguidade. E, desde sempre, todos ressaltaram seus benefícios.
Dando um salto até a ciência contemporânea, estudos estimam que o mel possui aproximadamente 200 compostos diferentes.
Essa ampla diversidade de minerais, proteínas, vitaminas e açúcares possibilita uma rica contribuição para a dieta humana, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO.
Conheça alguns destes benefícios e veja como usufruir deles na sua alimentação.
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Quais as propriedades do mel?
O mel é um fluido viscoso elaborado a partir do néctar das flores e de determinadas plantas coletadas por abelhas melíferas. Os bichinhos reúnem, transformam e deixam a substância maturar em favos nas colmeias. As características do produto final variam de acordo com as flores utilizadas no processo, bem como outras variáveis de clima, solo e geografia.
Essas variáveis também podem alterar o sua cor e sabor: quanto mais escuro, maior é a quantidade de minerais do mel.
Os mais abundantes costumam ser potássio, magnésio, cálcio e fósforo. No entanto, na hora da compra é importante atentar para o rótulo do produto, já que o mel pode ser facilmente adulterado com xaropes e corantes que podem alterar suas propriedades nutritivas.
O mel também contém vitaminas do grupo B e vitamina C, além de diversas substâncias antioxidantes, como os carotenoides e os flavonoides.
Estudos indicam que o alimento também possui efeitos digestivos e antianêmicos, além de fortalecer o organismo contra os efeitos do estresse.
Como aproveitar os benefícios do mel?
Os carboidratos representam 75% e 80% de sua composição total, graças ao seu elevado nível de açúcares. Os mais presentes costumam ser a frutose e a glicose, seguidos de maltose e sacarose.
Se por um lado, suas propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas ajudam a reduzir o risco de doenças cardíacas, o consumo excessivo de mel pode prejudicar no controle do diabetes e provocar elevações nos índices glicêmicos do sangue.
Pesquisas recentes apontam que os maiores benefícios no consumo do mel foram observados quando a ingestão do alimento substitui a de outros adoçantes. Por isso, o indicado é consumir entre uma ou duas porções de 20 gramas de mel por dia, o equivalente a uma colher de sopa, considerando o consumo de outros alimentos que também contenham açúcares.
Também é importante armazenar o mel adequadamente, pois altas temperaturas e recipientes metalizados podem levá-lo a reações químicas diversas, incluindo a fermentação, o que pode afetar sua qualidade.