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Você pode (ou melhor, deve) se preparar para um envelhecimento saudável. A geriatra Maisa Kairalla, da Universidade Federal de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, ensina como

A saúde mental dos idosos merece atenção

O bem-estar psicológico costuma ser negligenciado entre os mais velhos. Nossa colunista explica por que isso precisa mudar

Por Maisa Kairalla 24 jan 2022, 10h25 | Atualizado em 26 abr 2022, 16h22
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Quando o assunto é cuidar da saúde mental, muitos ainda resistem a considerá-la digna de atenção. (Foto: Bruno Martins/Unsplash/Divulgação)
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“E fora dos stories, você está bem?”. A frase que dominou as redes sociais no final de 2021 parece um simples “meme”, mas pode servir como um verdadeiro convite para refletir sobre a saúde mental.

Por que temos tanta dificuldade em compreender a importância dela em nossas vidas?

Cuidar da saúde física já é algo estabelecido e que, em menor ou maior escala, faz parte da rotina de todos. Afinal, precisamos manter nosso organismo sadio para continuar vivendo.

Mas, quando o assunto é cuidar da saúde mental, muitos ainda resistem a considerá-la digna de atenção.

Talvez por não ser algo visível ou palpável, muitas vezes sentimentos como angústia e solidão são negligenciados. Fora que, lá atrás, a geração atualmente idosa foi educada de maneira mais dura, sem muito espaço para diálogos acerca de suas emoções.

+ Leia também: A importância dos momentos de ócio para a saúde mental

Aliás, você mesmo talvez já tenha feito isso. Quando vemos uma pessoa com um braço quebrado, por exemplo, é normal imaginarmos que aquilo deve ter causado muita dor e precisa ser cuidado.

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O mesmo nem sempre ocorre quando ficamos sabendo que alguém está passando por um episódio depressivo ou uma crise de ansiedade.

Pode ser porque é mais fácil mesmo enxergar o braço quebrado. Mas também é possível que isso ocorra porque simplesmente a saúde mental foi negligenciada por muito tempo – inclusive dentro da medicina.

Só que que nossa mente não está separada do restante do corpo. Aliás, cada vez mais estudos comprovam isso, demonstrando a ligação entre o cérebro, as emoções e o intestino, bem como a associação entre a saúde mental e a imunidade, por exemplo.

E se a pandemia de coronavírus serviu para demonstrar a importância de cuidarmos da saúde, é fundamental compreender que esse cuidado deve se estender também à mente.

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Os idosos, um dos grupos mais atingidos na pandemia, sofreram de maneira ainda mais intensa com o necessário isolamento social. Muitos enfrentaram períodos de solidão e ainda tiveram que lidar com o medo, seja de contrair a doença ou mesmo de perder alguém para o vírus.

Após quase dois anos de crise sanitária, enfrentamos batalhas inimagináveis e muitos estão se dando conta da dimensão de tudo o que passamos só agora.

Famílias ainda de luto, desemprego e incertezas. Uma equação já suficientemente complicada fica ainda mais complexa quando adicionamos a saúde mental na conta.

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Mas não podemos deixá-la de fora. É importante cuidar da saúde de maneira integral. E a saúde mental exige tanto cuidado quanto a saúde física.

Muitos idosos ainda demonstram certa resistência para conversar sobre o tema. Mas é um passo necessário e podemos fazer a nossa parte com empatia, compreensão e atenção.

Afinal, são paradigmas que precisam ser quebrados. O idoso, em especial, precisa ter uma acolhida psicológica focada em seu bem-estar.

Fora dos stories nem sempre estaremos bem, por isso é importante saber que dá para buscar ajuda médica e psicológica.

Cuidar da saúde mental também é uma forma de chegar bem à velhice e aproveitá-la com ainda mais plenitude. Reservas emocionais são ativos importantes na poupança de saúde!

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E você? Como está! Tudo bem?

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