Oferta Relâmpago: Assine por apenas 7,99
Imagem Blog

Com a Palavra

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Neste espaço exclusivo, especialistas, professores e ativistas dão sua visão sobre questões cruciais no universo da saúde

Doenças alérgicas: um problema de todos nós!

Especialista aponta o crescimento alarmante de alergias e os projetos de lei que podem evitar mortes por causa dessa enfermidade

Por Fábio Chigres Kuschnir, da Asbai* 22 abr 2024, 18h39 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h52
alergias-anafilaxia
As alergias estão se tornando mais comuns. (Foto: Veja Saúde/Veja Saúde)
Continua após publicidade
Doenças alérgicas: um problema de todos nós! Priorizar nos meus resultados Google

As alergias afetam a vida de mais de 2 bilhões de pessoas no mundo, e com o desmedido aumento ocorrido nos últimos 30 anos, espera-se que, até 2050, cerca de 50% da população sofra de alguma doença alérgica. Dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) mostram que até 30% do nosso povo possua alguma alergia.

Embora exista uma predisposição familiar para o desenvolvimento das alergias, não existe uma explicação única para o fato do mundo estar tornando-se mais alérgico. Mas a ciência tem algumas teorias, como a “hipótese da higiene”, do epidemiologista inglês David Strachan.

Outro fator importante é a poluição ambiental, com destaques para a fumaça de cigarro e materiais particulados provenientes do tráfego urbano e as queimadas nas áreas rurais.

A vida urbana, com seu estresse, ansiedade e confinamento em ambientes fechados, também é um provável fator envolvido. Assim como a presença em nosso cotidiano dos mais diversos produtos químicos industriais, como alimentos ultraprocessados, microplásticos, nanopartículas metálicas, muitos dos quais não sabemos os efeitos a longo prazo.

Assim, as alergias respiratórias (asma, rinite…), as da pele (como a dermatite atópica) e as alimentares – assim como a perigosa anafilaxia – se tornaram um grande problema de saúde pública.

Continua após a publicidade

+Leia também: Asma, rinite, dermatite e urticária estão entre as alergias mais comuns

Um dos aspectos mais preocupantes é o aumento exponencial das alergias alimentares. Os alimentos mais envolvidos nestas reações são também os mais comuns, como o leite de vaca e o ovo de galinha nas crianças, e crustáceos e peixes em adolescentes e adultos.

Entretanto, a alergia a outros alimentos como frutas (banana, mamão) e castanhas (caju, do Brasil, avelã, amêndoa) provenientes principalmente do consumo de leites vegetais também vem apresentando aumentos significativos.

Continua após a publicidade

No rastro do aumento da alergia alimentar no Brasil, temos assistido também saltos na incidência da anafilaxia. Essa é uma reação alérgica grave, de início súbito e onde pode haver queda de pressão (choque anafilático) e edema de glote (que impede a passagem de ar para os pulmões). O quadro pode ser fatal.

Dados recentes do Registro Brasileiro de Anafilaxia (RBA), criado pela a ASBAI, mostraram que os alimentos foram as causas mais comuns de anafilaxia, representando quase 44% do total de casos registrados.

Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1945/21 que obriga médicos, clínicas, hospitais e centros de saúde de todo o país a notificarem o Ministério da Saúde sobre ocorrências de choque anafilático.

Continua após a publicidade

Outro dado alarmante apontado pelo RBA-ASBAI é que menos de 60% dos pacientes com anafilaxia tratados em setores de emergências receberam adrenalina por via intramuscular. Esse é um medicamento imprescindível no tratamento do choque anafilático e edema de glote, e que precisa ser administrada o mais rapidamente possível após o início do quadro.

Infelizmente, os brasileiros com anafilaxia ainda não dispõem das canetas autoinjetáveis de adrenalina, que permite o tratamento dessa grave reação por pessoas sem treinamento na área da saúde. Hoje, esses pacientes são obrigados a importar dispositivos a preços elevados, enfrentando dificuldades burocráticas para aquisição dos mesmos.

A ASBAI está envolvida e vem apoiando o projeto de lei 85/2024 que “Dispõe sobre fornecimento gratuito da caneta de adrenalina autoinjetável pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Continua após a publicidade

O impressionante aumento das alergias é um alerta para todos nós. Não há mais tempo a perder: devemos agir hoje para reduzir a exposição à poluição e promover ambientes mais limpos e estilo de vida saudável

*Fábio Chigres Kuschnir é presidente da Associação Brasileira de Alergia Imunologia (ASBAI)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Mulher branca de rabo de cavalo e top preto sorrindo enquanto corre ao lado de um homem negro de camiseta cinza, ambos em um dia ensolarado. O texto No Dia Nacional da Saúde, cuide do que importa aparece em destaque, com cuide do que importa em um fundo verde-água. O logo veja SAÚDE está no canto superior esquerdoMulher e homem sorrindo, correndo ao ar livre em um dia ensolarado. Ela veste top e calça preta, ele camiseta branca e cinza. Texto: No Dia Nacional da Saúde, cuide do que importa. Logotipo Veja Saúde
OFERTA RELÂMPAGO

Digital Básico

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 67% OFF

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).