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Banco de dados dá suporte a estudos sobre esclerose múltipla

Registros de 4,2 mil brasileiros com a doença podem auxiliar a identificar as melhores opções terapêuticas para pacientes latino-americanos

Por Larissa Beani Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 mar 2024, 11h47 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h56
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Brando é o banco de dados criado por médicos brasileiros para avaliar pacientes latino-americanos com esclerose múltipla (Jcomp/Getty Images)
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Banco de dados dá suporte a estudos sobre esclerose múltipla Priorizar nos meus resultados Google

Inspirados em iniciativas europeias, pesquisadores desenvolveram uma plataforma para acompanhar o tratamento da esclerose múltipla (EM) no Brasil e na América Latina.

O Banco de Dados Colaborativo Latino-Americano para Esclerose Múltipla, mais conhecido pela sigla Brando, ajudará médicos a avaliarem a evolução de terapias e as particularidades de pacientes da região.

“A maioria dos estudos leva em consideração informações da Europa e da América do Norte. Precisamos entender o que funciona melhor para a nossa população, que é geneticamente diversa”, explica Alfredo Damasceno, presidente do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla (BCTRIMS), responsável pelo projeto.

+ Leia também: Impermanência crônica: uma jornada além do diagnóstico

Hoje, profissionais de mais de 30 centros de referência nacionais já estão contribuindo para a plataforma. Cientistas e médicos de outros 16 países latino-americanos também podem utilizar o banco de dados

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A esclerose múltipla é uma doença autoimune, em que o sistema imunológico ataca e danifica a bainha de mielina, uma camada de gordura que recobre e protege os neurônios. É uma doença crônica, sem cura e que pode causar alterações da sensibilidade (como formigamento e dormência no corpo) e da visão, desequilíbrio e fadiga, entre outros sintomas.

Estima-se que 40 mil brasileiros vivam com esclerose múltipla.

Leque de tratamentos

Condição neurológica não tem cura, mas diversas terapias foram desenvolvidas ao longo das décadas

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Corticosteroides

Surtos podem ser tratados com altas doses administradas em poucos dias. Chamado de pulsoterapia, o procedimento provoca efeito anti-inflamatório e diminui sintomas.

+ Leia também: Esclerose múltipla: não basta ter novos remédios. É preciso ter acesso!

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Imunoterapia

Anticorpos monoclonais atacam agentes específicos que destroem a capa que protege os nervos dos pacientes. Atrasam o avanço da doença e reduzem o risco de novos surtos.

Neurorreabilitação

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Sessões de fisioterapia podem melhorar a qualidade de vida e mobilidade de pacientes em atividades diárias. Exercícios também ajudam a controlar espasmos e dores.

Transplante

Estudos ao redor do mundo mostram que o transplante de células-tronco do próprio portador pode cessar a ativação da doença, mas a indicação é restrita a poucos casos.

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