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Câncer de pâncreas: como surge, sintomas, diagnóstico e tratamento

Doença agressiva e de difícil diagnóstico costuma ter evolução silenciosa

Por Maurício Brum 9 jul 2025, 15h00
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Câncer de pâncreas evolui silenciosamente, aumentando a taxa de mortalidade (Foto: Halfpoint Images/Getty Images)
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O câncer de pâncreas é um dos tumores mais desafiadores da oncologia. Além de agressivo, ele é caracterizado pela dificuldade em realizar o diagnóstico nos estágios iniciais, o que prejudica as chances de recuperação.

No Brasil, a doença ocupa a 14ª posição entre os tipos de câncer mais frequentes, desconsiderando os tumores de pele não melanoma, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

O risco aumenta com o avanço da idade, sendo considerado um agravo raro antes dos 30 anos e comum a partir dos 60.

Vale pontuar que o comportamento exerce grande influência no desenvolvimento do problema, com destaque para fatores como obesidade, diabetes tipo 2, fumar e tomar bebidas alcoólicas e manter dieta com poucas fibras, frutas, vegetais e carnes magras.

Saiba mais sobre a doença.

O que é o pâncreas?

O pâncreas é um órgão com função digestiva e endócrina, sendo responsável por secretar hormônios e enzimas importantes para o funcionamento de diversos processos no corpo.

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De forma mais notável, essa glândula está relacionada à produção de insulina, tendo um papel essencial no controle da glicemia. Disfunções no pâncreas podem levar a quadros de diabetes, entre outras complicações.

Como surge o câncer de pâncreas?

Como ocorre com qualquer câncer, o de pâncreas também ocorre quando células tumorais começam a se reproduzir de forma descontrolada. Isso leva a alterações no funcionamento do órgão e, após algum tempo, complicações potencialmente fatais, inclusive metástases para outras partes do organismo.

Não há uma causa específica para o desenvolvimento do câncer de pâncreas. Questões genéticas e ambientais estão relacionadas ao surgimento da doença.

Entre os fatores de risco estão: tabagismo, alcoolismo, obesidade e quadros recorrentes de pancreatite ou o desenvolvimento recente de diabetes tipo 2.

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+ Leia também: Parar de fumar reduz em até 40% o risco de diabetes tipo 2

Quais os tipos de câncer de pâncreas?

De modo geral, esse câncer é subdividido em adenocarcinomas ou tumores neuroendócrinos.

O adenocarcinoma é mais agressivo e também muito mais comum, correspondendo a cerca de 90% dos casos. Ele surge nas células que revestem o órgão.

Sintomas e diagnóstico

A grande dificuldade em torno do câncer de pâncreas é sua evolução silenciosa. Quando surgem sintomas, de fato, é comum que o quadro já esteja avançado, prejudicando as chances de sobrevida. Infelizmente, essa situação faz com que esse tumor tenha uma baixa taxa de sobrevida.

Quando aparecem, os sinais incluem fadiga, náusea, vômito, diarreia e perda de peso sem explicação aparente. Também podem ocorrer dores abdominais próximas à região onde o pâncreas está localizado, icterícia e alterações na cor da urina (que fica mais escura) e fezes (que tendem a ficar mais claras e gordurosas).

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+ Leia também: Como parar de beber e quais são os principais benefícios para a saúde

Quais os tratamentos disponíveis

Embora o agravo tenha uma alta letalidade, é possível se recuperar de um câncer de pâncreas. O melhor prognóstico depende de fatores como a localização do tumor, o estágio em que foi diagnosticado, a presença ou não de metástase, além de questões gerais de saúde do próprio paciente.

A estratégia mais eficaz para curar um câncer de pâncreas é a cirurgia, procedimento que permite remover as partes do órgão acometidas. Na possibilidade de retirar o tumor por completo, o prognóstico melhora significativamente.

No entanto, a medida nem sempre é plausível. A remoção completa pode ser impedida por questões como localização, tamanho e características individuais de cada tumor.

Em geral, sessões de quimioterapia e radioterapia são indicadas de forma complementar ao tratamento cirúrgico. A melhor técnica – inclusive métodos menos convencionais ou experimentais – deve ser discutida com a equipe oncológica, avaliando caso a caso.

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