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Câncer de pâncreas: como surge, sintomas, diagnóstico e tratamento

Doença agressiva e de difícil diagnóstico costuma ter evolução silenciosa

Por Maurício Brum 9 jul 2025, 15h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h36
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Câncer de pâncreas evolui silenciosamente, aumentando a taxa de mortalidade (Foto: Halfpoint Images/Getty Images)
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O câncer de pâncreas é um dos tumores mais desafiadores da oncologia. Além de agressivo, ele é caracterizado pela dificuldade em realizar o diagnóstico nos estágios iniciais, o que prejudica as chances de recuperação.

No Brasil, a doença ocupa a 14ª posição entre os tipos de câncer mais frequentes, desconsiderando os tumores de pele não melanoma, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

O risco aumenta com o avanço da idade, sendo considerado um agravo raro antes dos 30 anos e comum a partir dos 60.

Vale pontuar que o comportamento exerce grande influência no desenvolvimento do problema, com destaque para fatores como obesidade, diabetes tipo 2, fumar e tomar bebidas alcoólicas e manter dieta com poucas fibras, frutas, vegetais e carnes magras.

Saiba mais sobre a doença.

O que é o pâncreas?

O pâncreas é um órgão com função digestiva e endócrina, sendo responsável por secretar hormônios e enzimas importantes para o funcionamento de diversos processos no corpo.

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De forma mais notável, essa glândula está relacionada à produção de insulina, tendo um papel essencial no controle da glicemia. Disfunções no pâncreas podem levar a quadros de diabetes, entre outras complicações.

Como surge o câncer de pâncreas?

Como ocorre com qualquer câncer, o de pâncreas também ocorre quando células tumorais começam a se reproduzir de forma descontrolada. Isso leva a alterações no funcionamento do órgão e, após algum tempo, complicações potencialmente fatais, inclusive metástases para outras partes do organismo.

Não há uma causa específica para o desenvolvimento do câncer de pâncreas. Questões genéticas e ambientais estão relacionadas ao surgimento da doença.

Entre os fatores de risco estão: tabagismo, alcoolismo, obesidade e quadros recorrentes de pancreatite ou o desenvolvimento recente de diabetes tipo 2.

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+ Leia também: Parar de fumar reduz em até 40% o risco de diabetes tipo 2

Quais os tipos de câncer de pâncreas?

De modo geral, esse câncer é subdividido em adenocarcinomas ou tumores neuroendócrinos.

O adenocarcinoma é mais agressivo e também muito mais comum, correspondendo a cerca de 90% dos casos. Ele surge nas células que revestem o órgão.

Sintomas e diagnóstico

A grande dificuldade em torno do câncer de pâncreas é sua evolução silenciosa. Quando surgem sintomas, de fato, é comum que o quadro já esteja avançado, prejudicando as chances de sobrevida. Infelizmente, essa situação faz com que esse tumor tenha uma baixa taxa de sobrevida.

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Quando aparecem, os sinais incluem fadiga, náusea, vômito, diarreia e perda de peso sem explicação aparente. Também podem ocorrer dores abdominais próximas à região onde o pâncreas está localizado, icterícia e alterações na cor da urina (que fica mais escura) e fezes (que tendem a ficar mais claras e gordurosas).

+ Leia também: Como parar de beber e quais são os principais benefícios para a saúde

Quais os tratamentos disponíveis

Embora o agravo tenha uma alta letalidade, é possível se recuperar de um câncer de pâncreas. O melhor prognóstico depende de fatores como a localização do tumor, o estágio em que foi diagnosticado, a presença ou não de metástase, além de questões gerais de saúde do próprio paciente.

A estratégia mais eficaz para curar um câncer de pâncreas é a cirurgia, procedimento que permite remover as partes do órgão acometidas. Na possibilidade de retirar o tumor por completo, o prognóstico melhora significativamente.

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No entanto, a medida nem sempre é plausível. A remoção completa pode ser impedida por questões como localização, tamanho e características individuais de cada tumor.

Em geral, sessões de quimioterapia e radioterapia são indicadas de forma complementar ao tratamento cirúrgico. A melhor técnica – inclusive métodos menos convencionais ou experimentais – deve ser discutida com a equipe oncológica, avaliando caso a caso.

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