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Estilo de vida saudável reduz significativamente a dor nas costas

Cuidado focado no comportamento apresenta benefícios em comparação com o tratamento padrão, incluindo redução da incapacidade e perda mais expressiva de peso

Por Lucas Rocha Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 jan 2025, 12h00 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h29
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A lombalgia é um tipo de dor relativamente comum na população (Ilustração: Veja Saúde/Veja Saúde)
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Uma das principais causas de incapacidade, a dor nas costas acompanha milhões de pessoas pelo mundo. A condição pode ser causada por alterações estruturais, degenerativas e até por fatores psicossociais.

O tratamento esbarra, muitas vezes, na falha em promover um alívio duradouro do incômodo.

“O cuidado envolve uma abordagem multidisciplinar que combina uso de medicamentos direcionados à melhora dos sintomas dolorosos, reabilitação física, mudança do estilo de vida, e, em situações específicas, intervenções cirúrgicas”, pontua a ortopedista Maria Fernanda Caffaro, especialista em coluna e diretora da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

Nesse contexto, um novo estudo da Universidade de Sydney, na Austrália, publicado no JAMA Network Open, aponta uma possível solução para o problema. Integrar o cuidado terapêutico a mudanças no estilo de vida pode reduzir a incapacidade e melhorar significativamente a qualidade de vida.

+ Leia também: Como uma dor se torna crônica?

Para chegar aos resultados, os pesquisadores reuniram 346 voluntários com dor lombar crônica e pelo menos um fator de risco, como obesidade, dieta inadequada, hábitos sedentários ou tabagismo.

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Eles foram divididos em dois grupos, que tiveram encaminhamentos distintos. Uma parte contou com cuidados fisioterapêuticos padronizados, baseados em diretrizes para controle da dor.

A outra recebeu, ao longo de seis meses, o suporte de fisioterapeutas, nutricionistas e treinadores de saúde por telefone. Basicamente, uma forcinha para descobrir quais hábitos podem estar influenciando a dor nas costas, como peso, sedentarismo, dieta inadequada, sono ruim, tabagismo ou uso excessivo de álcool.

O programa focado no estilo de vida mostrou vários benefícios em comparação com o tratamento padrão, incluindo redução da incapacidade e perda mais expressiva de peso. Os autores defendem que a resolução da dor lombar precisa se concentrar em outros pontos além das costas em si.

“Nossos corpos não são como máquinas, somos mais como ecossistemas onde muitos fatores interagem e determinam como trabalhamos e nos sentimos. A dor nas costas não é diferente. Então, quando alguém não melhora, deve esperar receber cuidados abrangentes sobre uma série de quesitos de saúde, não apenas um foco no que está acontecendo em sua coluna”, afirma o médico Christopher Williams, líder do estudo e professor da Universidade de Sydney, em comunicado.

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+ Leia também: As três dimensões da dor

Desgaste inevitável

A degeneração da coluna vertebral é um processo natural e progressivo associado ao envelhecimento.

Na região lombar, onde as forças exercidas durante o movimento são maiores, as alterações nocivas tendem a ser mais frequentes e clinicamente mais relevantes do que em outros pontos da coluna vertebral.

“Esse processo envolve várias estruturas, como discos intervertebrais, articulações, ligamentos, músculos e corpos vertebrais. Todas essas estruturas podem ser responsáveis pelo quadro doloroso”, explica Fernanda.

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Embora o desgaste seja inevitável com o passar dos anos, a velocidade e os sintomas podem variar entre indivíduos.

“Embora seja impossível prevenir completamente, a prática de exercícios físicos, o controle de fatores de risco como a manutenção do peso corporal, manter uma vida ativa, boa postura e atividades regulares podem minimizar as consequências clínicas”, afirma a ortopedista.

O estudo ressalta a necessidade de uma mudança no tratamento em direção aos fatores de estilo de vida que podem fazer a diferença.

“O tratamento da dor lombar crônica deve ser individualizado, focando na causa subjacente e nas necessidades do paciente. O manejo ideal combina métodos que aliviem a dor, restaurem a função e promovam a qualidade de vida”, conclui Fernanda.

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