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O que ocorre numa intoxicação alimentar?

No verão, aumenta a incidência do problema causado pela ingestão de comida contaminada, que costuma dar as caras de forma abrupta

Por Goretti Tenorio (texto), Letícia Raposo e Rodrigo Damati (infográfico)
Atualizado em 13 jan 2025, 10h00 - Publicado em 20 dez 2024, 14h24
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Um dos problemas de saúde mais comuns, a intoxicação alimentar é passageira, mas gera muitos incômodos (Foto: Denis_Vermenko/Getty Images / Ilustração: Estúdio Coral e Rodrigo Damati/Veja Saúde)
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Você provavelmente já teve intoxicação alimentar alguma vez na vida. A seguir, entenda em detalhes como ela acontece e o que pode ser feito para amenizar incômodos como enjoo, vômitos e diarreia.

O que causa a intoxicação alimentar?

O processo é desencadeado por toxinas produzidas por bactérias e fungos, mesmo que o agente não esteja necessariamente presente no alimento ingerido.

A intoxicação normalmente está relacionada à falta de higiene na manipulação e preparo, ao tempo de cozimento inadequado ou mesmo ao transporte ou armazenamento impróprios dos ingredientes ou refeições.

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O que acontece?

Os responsáveis mais comuns pelos estragos são as bactérias Escherichia coli, presente em carnes; Staphylococcus aureus, de leites e derivados; e Salmonella, encontrada em ovos. As toxinas liberadas por esses micro-organismos danificam a parede intestinal, alterando a permeabilidade e os mecanismos de absorção na mucosa do órgão digestivo.

Como o corpo responde?

Em geral, os primeiros sinais aparecem poucas horas depois do consumo, assim que as toxinas chegam ao intestino. Desconforto abdominal, náusea, dor de cabeça e tontura dão o alerta de que algo não vai bem. Como a agressão atrapalha o aproveitamento dos alimentos pelo corpo e a formação do bolo fecal, surge também a diarreia.

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Clique na imagem para ampliar (Foto: Denis_Vermenko/Getty Images / Ilustrações: Goretti Tenorio, Estúdio Coral e Rodrigo Damati/Veja Saúde)

Quando o perigo aumenta?

Crianças pequenas, com o sistema imunológico ainda em desenvolvimento, são suscetíveis a complicações. Da mesma forma que os mais idosos, cujas defesas vão perdendo a eficácia, pessoas com a imunidade comprometida e gestantes. Nesses grupos, o quadro pode evoluir para desidratação em razão dos episódios de diarreia e vômito.

Infecção é diferente?

Embora os sintomas sejam parecidos, nesse caso o agente em si, e não só a toxina, está na comida ingerida. Então ele se multiplica no trato gastrointestinal e pode exigir tratamento específico, como antibiótico para combater as bactérias.

Dá para prevenir?

Higiene, armazenamento e cocção adequados são a chave:

Lavar bem as mãos: Capriche no uso de água e sabão ao manipular alimentos, assim como na hora de se servir à mesa.

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Limpar utensílios e superfícies: Tábuas de corte, facas e bancadas precisam ser constantemente higienizadas com os produtos certos.

Separar carnes de produtos frescos: O objetivo é evitar a contaminação cruzada, ou seja, a transferência de micro-organismos.

Higienizar frutas e legumes: Os vegetais devem ser lavados e depois mergulhados em uma solução de água e hipoclorito de sódio.

Verificar a presença de mofos e odores: Descarte todo o alimento que apresentar aspecto incomum, mesmo que só numa parte.

Armazenar na temperatura ideal: Guarde na geladeira e no freezer. E evite o que ficou um tempão em temperatura ambiente.

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Cozinhar pelo tempo indicado: A alta temperatura da cocção, no fogão ou no micro-ondas, ajuda a destruir os agentes nocivos.

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Quando a ajuda médica é necessária e como é o tratamento?

Normalmente, a recuperação acontece de forma natural, em um ou dois dias. Hidratação abundante, incluindo soro caseiro e bebidas isotônicas, é essencial, assim como investir em dieta leve.

A sensibilidade às toxinas, porém, varia de pessoa para pessoa e depende também do estado geral de saúde de cada um. Assim, a persistência de sinais como sede excessiva, mas dificuldade de ingerir líquido devido à náusea, além de febre e prostração, indica a necessidade de uma avaliação médica para prescrição de hidratação na veia e medicamentos que controlam os sintomas.

Isso porque, mesmo sendo mais rara, a piora é capaz de desencadear sangramento gastrointestinal e comprometimento de outros órgãos.

Fonte: Nilma Ruffeil, gastroenterologista e hepatologista do Hospital Moriah, em São Paulo

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