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Radar da Saúde: o planeta continua a engordar — e cada vez mais cedo

Novo atlas acusa crescimento acelerado dos casos de excesso de peso entre crianças e adolescentes. Veja este e outros destaques em nosso radar

Por Diogo Sponchiato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 abr 2026, 14h00
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Obesidade infantil: um problema de saúde pública para o presente e o futuro (Ilustração: Cajila Barbosa/Veja Saúde)
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Mais de 16 milhões de brasileiros de 5 a 19 anos já convivem com a obesidade, um número que insufla a estatística global de 177 milhões de crianças e adolescentes muito acima do peso. O montante equivale à população toda de Bangladesh, nação da Ásia que é o oitavo país mais povoado no mundo, logo atrás do Brasil. E tudo indica que a situação vai se tornar ainda mais preocupante.

Se as coisas continuarem como estão, segundo o último atlas da Federação Mundial da Obesidade, o contingente infantojuvenil com a condição irá chegar a 228 milhões até 2040 — cifra que supera a população total do Brasil hoje.

O crescimento do problema atinge todos os continentes e marca uma virada histórica: agora, já existem mais crianças acima do peso do que desnutridas. O perigo? Doenças antes diagnosticadas só na fase adulta vêm aparecendo mais cedo, e ceifando a qualidade e a expectativa de vida.

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(Ilustração: Cajila Barbosa/Veja Saúde)

Passado: a descoberta do Alzheimer

Há 120 anos, o médico alemão que viria a batizar a doença por trás do colapso cognitivo apresentou o caso de uma mulher com 50 anos e sintomas do quadro neurodegenerativo que, após a morte, teve seu cérebro examinado.

Alois Alzheimer (1864-1915) esboçou, então, o primeiro retrato das possíveis origens e manifestações da demência que afeta ao redor de 50 milhões de pessoas no mundo hoje.

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(Ilustração: Cajila Barbosa/Veja Saúde)

Futuro: uma saliva artificial e protetora

Pesquisadores da Faculdade de Odontologia da USP, em Bauru, modificaram em laboratório uma substância da cana-de-açúcar para resguardar os dentes e a boca de pacientes com câncer submetidos a radioterapia na região da cabeça ou pescoço.

A proteína, utilizada em um spray, foi combinada a flúor e xilitol e demonstrou bons efeitos contra a boca seca e as bactérias.

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(Ilustração: Cajila Barbosa/Veja Saúde)
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Um lugar: o fim da doença do sono na África

A moléstia, causada por parasitas transmitidos por moscas no continente africano, provoca uma prostração imensa e problemas neurológicos potencialmente fatais.

Agora, graças à iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi), numa parceria com entidades privadas, um remédio foi desenvolvido e, com o aval regulatório, poderá salvar vidas em nações como a República Democrática do Congo.

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(Ilustração: Cajila Barbosa/Veja Saúde)

Um dado: salto de 78% na venda de emagrecedores

Entre canetas e comprimidos, o número de medicamentos para emagrecer comercializados nas grandes farmácias do país registrou um crescimento expressivo nos últimos anos.

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Segundo análise da Associação de Distribuidores Farmacêuticos do Brasil (Abafarma), as vendas de canetas de GLP-1 e outros fármacos aumentaram de 4 125 339 em 2021 para 7 356 469 em 2025.

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(Ilustração: Cajila Barbosa/Veja Saúde)

Uma frase: Ethan Cross, neurocientista

“O ser humano não é um sistema fechado; nós vivemos no mundo. Nós o absorvemos, assimilamos e somos afetados por ele. Os espaços, as pessoas e as culturas que nos cercam afetam a intensidade, a duração e a relevância de nossa vida emocional. Eles são modificadores por si sós, mas também têm um superpoder: são capazes de ativar nossos modificadores internos. Não podemos fazer nada se moramos em um apartamento minúsculo, se alguém explode com a gente ou se nosso ambiente de trabalho é tóxico, não é? Bem, sim e não. Existem ferramentas fora de nós tão acessíveis quanto as internas e que podem ser usadas quando nossos modificadores internos não estiverem funcionando tão bem quanto gostaríamos.”

Ethan Kross, neurocientista americano, no livro Como Controlar Suas Emoções (Sextante)

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