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Sachês de nicotina ilegais: o que são e quais riscos apresentam à saúde

Também chamados de snus ou pouches, produtos contêm tabaco ou nicotina em pó e acendem alerta pelos prejuízos que podem causar ao organismo

Por Valentina Bressan
27 jan 2025, 17h30
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Sachês de nicotina são comercializados em latas plásticas redondas – no Brasil, o produto é ilegal (Lisa Risager/CC BY-SA 2.0/Flickr)
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Na mesma linha dos vapes, os sachês de nicotina chegam ao mercado brasileiro de maneira ilegal, prometendo ser uma alternativa aos cigarros tradicionais.

Também chamados de snus ou pouches, os sachês se assemelham a saquinhos de chá, mas são derivados de nicotina sintética, ingrediente que é absorvido ao ser inserido na boca. Apesar da propaganda, os sachês trazem sérios riscos à saúde, aumentando o risco de infarto e outros problemas cardiovasculares.

A concentração de nicotina é outra razão para preocupação: apesar da taxa ser semelhante à de um cigarro convencional, os produtos permitem que uma maior quantidade da substância seja absorvida, o que eleva a chance de dependência.

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Sachês de nicotina: o que são?

Prometendo trazer menos danos à saúde por não envolver a combustão, diferentemente dos cigarros tradicionais, os sachês de nicotina são pequenos saquinhos feitos de celulose. O recheio pode ser pó de tabaco ou de nicotina.

O snus clássico tem origem na Suécia e contém tabaco em pó. Já o snus que se populariza nos Estados Unidos e na Europa e que chegou ao Brasil é do tipo sintético, também chamado de snus branco: o principal composto do produto é pó de nicotina. Também costuma trazer sabores, como canela ou frutas cítricas, o que aumenta o apelo aos jovens.

Os sachês são inseridos na boca, entre a gengiva e o lábio superior, para que a embalagem se dissolva e a mucosa absorva o pó.

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Cada sachê de snus contém, em média, 8mg de nicotina. O valor total é comparável ao presente em um cigarro comum. No entanto, o corpo absorve mais nicotina ao usar um sachê do que ao fumar um cigarro. Por isso, a chance de dependência é ainda maior.

Os sachês se tornaram populares entre jogadores de futebol e atletas, e atraem por não deixar mal cheiro e pela promoção da ideia de que são menos danosos à saúde – o que não se confirma.

+ Leia também: Vape pode elevar nicotina no sangue até 6 vezes mais que cigarro comum

Quais os riscos à saúde?

Além do risco elevado de dependência, os sachês de nicotina contêm diversas substâncias perigosas ao organismo. Amônio, cromo, níquel e formaldeído são alguns dos ingredientes que podem estar presentes na mistura. O formaldeído, por exemplo, é considerado cancerígeno e também está presente nos cigarros tradicionais.

Estudos já demonstraram associação entre o uso de snus e um risco aumentado de mortalidade. Os impactos à saúde a longo prazo ainda precisam ser alvo de pesquisas. O que já se sabe é que a nicotina causa alterações cognitivas e problemas psicológicos, assim como doenças do coração.

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O câncer também pode ser uma consequência do uso dos sachês, que elevam os riscos para tumores do esôfago e do pâncreas. Outro prejuízo envolve os danos odontológicos, como cáries e recessão gengival.

A nicotina atua como vasconstritora, ou seja, aumenta a pressão arterial ao ser consumida. O risco de infarto é elevado, e problemas gastrointestinais podem decorrer da utilização de produtos com a substância.

Venda é ilegal no Brasil

Os snus são vendidos clandestinamente via redes sociais no Brasil, visto que não há autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em janeiro, a Vigilância Sanitária apreendeu mais de dois mil sachês do produto no Mato Grosso do Sul.

Na União Europeia, a venda de snus com tabaco é proibida – a exceção é a Suécia, país onde o produto foi criado e a comercialização é legal.

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Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) – equivalente à Anvisa no país – autorizou a venda do Zyn, marca de sachês de nicotina comercializados pela empresa de tabaco Philip Morris. 

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