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Testes de menopausa: quando fazer e para quem são indicados

Exames hormonais podem ajudar a decifrar melhor o quadro, mas diagnóstico da menopausa e do climatério continua sendo essencialmente clínico

Por Maurício Brum 9 out 2025, 09h06 | Atualizado em 5 jun 2026, 06h40
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Idade, ausência de menstruação por um ano e relato dos sintomas costumam ser suficientes para diagnosticar a menopausa antes de qualquer exame (Freepik/Freepik)
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Testes de menopausa: quando fazer e para quem são indicados Priorizar nos meus resultados Google

Quem suspeita que está passando pela menopausa provavelmente já ouviu falar sobre a realização de testes, inclusive de farmácia, que ajudariam a confirmar a presença do quadro. São exames que medem os níveis de hormônios e ajudariam a dar uma perspectiva mais clara da situação.

No entanto, é importante não se apegar demais a eles: embora possam ser úteis em muitos casos, nenhum “teste de menopausa” ainda conseguiu substituir o diagnóstico clínico, que continua sendo o padrão para identificar essa situação e o processo que leva até ela.

Para entender melhor, vale retomar o básico: abaixo, saiba mais sobre o que exatamente é a menopausa, como ela é identificada, e qual o papel dos testes hormonais nesse processo.

+Leia também: Menopausa: conheça 4 exames que ajudam a identificá-la

O que é a menopausa

O uso que o senso comum faz desse termo acaba induzindo a um engano: menopausa, na verdade, é o final do processo, quando a menstruação de uma mulher cessa definitivamente, após uma gradativa redução dos hormônios femininos.

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Todo o processo que leva até isso, na verdade, é o climatério, uma situação que pode levar anos e costuma se iniciar em idades dos 46 aos 50 anos. É o momento em que o corpo começa a passar pelas alterações hormonais que produzem os sintomas famosos (e outros menos conhecidos) tipicamente associados ao período da menopausa, como as ondas de calor.

Como é o diagnóstico da menopausa?

A menopausa propriamente dita é definida como a interrupção permanente da menstruação (situação também conhecida como amenorreia) por um período de 12 meses consecutivos.

Esse diagnóstico é essencialmente clínico e continua a ser a forma principal de confirmar a menopausa, conforme a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

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Mesmo durante o climatério, ainda são os critérios clínicos que devem guiar a identificação dessa fase natural da vida, e a definição de tratamentos para amenizar seus impactos. O médico deve levar em consideração os sintomas e a frequência de menstruação, solicitando os testes hormonais de maneira complementar a esses achados.

Qual o papel dos testes hormonais?

Nenhum teste hormonal deve ser encarado isoladamente como método para diagnosticar o climatério ou a menopausa. Entre outras razões, isso se deve ao fato de que os níveis de hormônios ainda flutuam muito nessa fase, podendo causar enganos.

Sua utilidade é sobretudo no sentido de acompanhar a progressão até a menopausa, e identificar condições subjacentes específicas que podem afetar ou ser impactadas por esse processo, como a saúde reprodutiva. Essa preocupação é maior quando há um risco de menopausa precoce, exigindo tratamentos mais cedo na vida para evitar complicações.

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Quando há indicação para os testes hormonais, os exames mais comuns incluem medições do FSH (hormônio folículo-estimulante, que estimula a ovulação e a produção de estrogênio) e do LH (hormônio luteinizante, relacionado à produção de progesterona e também à ovulação).

Ainda podem ser solicitados testes de estradiol (principal hormônio sexual feminino, que pode ajudar a avaliar a ausência de menstruação), de prolactina (hormônio que estimula a produção de leite na amamentação e que também pode se alterar no climatério) e de AMH (hormônio anti-mülleriano, marcador que indica a reserva ovariana da mulher).

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