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Morar em duas casas é o melhor para filhos de pais separados?

Novo estudo indica que, do ponto de vista da saúde mental, sim. Mas há ponderações importantes nessa história

Por Vand Vieira 1 set 2017, 17h16 | Atualizado em 3 jul 2026, 23h33
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Separação não precisa (nem deve!) abalar o convívio das crianças com os pais (Foto: GI/Getty Images)
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Morar em duas casas é o melhor para filhos de pais separados? Priorizar nos meus resultados Google

Quando o juiz opta pela custódia física compartilhada após a separação de um casal, muita gente questiona se tal decisão não provoca instabilidade na rotina e na saúde mental das crianças. Mas, ao analisarem os questionários respondidos por 807 voluntários mirins, pesquisadores da Universidade de Estocolmo, na Suécia, notaram que pais e filhos têm a ganhar nesse cenário.

O principal benefício seria a menor incidência de picos de estresse entre meninos e meninas. Isso porque eles foram considerados menos propensos a perder contato com parentes e amigos, a baques financeiros e à preocupação com o bem-estar da mãe ou do pai que vê com menor frequência. Isso, claro, quando a guarda compartilhada era comparada a outros arranjos decorrentes do divórcio.

Os adultos, por outro lado, teriam a oportunidade de exercer um papel mais ativo – e cada vez melhor – na vida dos pequenos. “Essa medida também favorece a divisão das responsabilidades”, destaca a neuropsicóloga especializada em desenvolvimento infantil Deborah Moss, de São Paulo.

Mas claro, a conclusão do trabalho sueco nem sempre se aplica. Para criar ambientes realmente saudáveis, é preciso que os pais se deem bem – entre si e com a criança. O mesmo vale para seus respectivos novos parceiros. O recado final, portanto, é fugir de estigmas e buscar, sempre que possível, o diálogo.

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