Oferta Relâmpago: Saúde em casa por 9,90

Transtorno de bipolaridade: entenda a condição de Filipa da novela “Dona de Mim”

Especialistas pontuam que falar sobre os transtornos mentais de maneira aberta contribui para desfazer mitos e combater o estigma

Por Lucas Rocha Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 set 2025, 15h15
saude-medicina-mente-transtorno-bipolaridade-novela-dona-de-mim
Personagem Filipa (Cláudia Abreu) da novela "Dona de Mim" foi diagnosticada com transtorno de bipolaridade (Foto: Globo/Reprodução)
Continua após publicidade

O transtorno bipolar ganhou espaço na novela “Dona de Mim”, da Globo, a partir da personagem Filipa, interpretada pela atriz Cláudia Abreu.

Embora seja um trama com temas leves, o folhetim tem retratado também questões mais densas como o Alzheimer, o luto na maternidade e o abuso sexual.

Especialistas pontuam que falar sobre os transtornos mentais de maneira aberta contribui para desfazer mitos e combater o estigma.

“Muitos pensam que se trata de um quadro de oscilações rápidas, súbitas e intempestivas de humor ao longo do dia, alternando entre tristeza e alegria. Outros imaginam algo que beira à loucura, o que rotularia a pessoa acometida como instável e violenta”, afirma o médico Elton Kanomata, psiquiatra do Einstein Hospital Israelita.

Mas não é bem assim.

“A manifestação ocorre em fases, sendo um polo da depressão e outro da mania. Geralmente são etapas bem distintas e que se manifestam separadamente, por um período de tempo mínimo, com um conjunto de sintomas que não se limitam apenas à alteração do humor. Além destas fases, comumente há períodos prolongados de estabilidade”, pontua Kanomata.

Continua após a publicidade

A seguir, vamos conhecer mais sobre o transtorno bipolar.

+ Leia também: Pensamentos intrusivos realmente existem? Entenda a condição

Características do transtorno bipolar

O transtorno acomete de 1 a 3% da população mundial e, de maneira geral, surge entre 16 e 25 anos, mas pode afetar crianças e pessoas mais velhas também.

Em uma fase depressiva, o indivíduo pode experimentar sintomas como perda do prazer, dificuldade para dormir ou sonolência diurna, falta de apetite, pouca energia, alteração na libido e pensamento suicida. A duração varia de semanas a meses.

No período de euforia, abre-se espaço ao impulso, ou seja, a pessoa se sente com autoestima elevada para realizar aquilo que não faria normalmente. Isso inclui atitudes de risco, como abuso de álcool e drogas, deixar de dormir e apresentar um humor expansivo incomum, que pode levar a brigas e discussões.

Continua após a publicidade

Vale observar também sinais de agitação, irritação, agressividade e hostilidade. O indivíduo tende a demonstrar ainda aceleração no pensamento, fala e movimentação. Pode durar de dias a semanas, com prazo geralmente mais curto que o episódio depressivo.

+ Leia também: Não fazer nada pode melhorar sua saúde e inclusive evitar doenças

Causas, diagnóstico e tratamento

Embora as causas do transtorno bipolar não sejam totalmente esclarecidas, hipóteses sugerem a combinação de fatores genéticos, biológicos e psicossociais, como vulnerabilidades e eventos traumáticos ao longo da vida.

O diagnóstico é clínico, realizado a partir da avaliação do paciente com base no relato de sintomas e observações do médico durante as consultas.

O tratamento varia caso a caso, incluindo diferentes abordagens de acordo com a necessidade individual, como suporte familiar e psicossocial, psicoterapia e medicamentos.

Continua após a publicidade

“Por não ser considerada uma patologia que evolui com cura, mas estabilização, é importante entender que há sim tratamento e, com ele, a pessoa acometida tem uma vida plena, sem sofrimento ou prejuízos. Ter mais acesso a informações corretas ajudam a combater estigma e preconceito, bem como garantem a inclusão”, conclui.

A escritora e palestrante Marília Dan, diagnosticada aos 20 anos, transformou sua trajetória com o livro “As Vozes na Minha Cabeça: minha história com o transtorno bipolar” (acesse a versão Kindle) e palestras.

“O diagnóstico não define quem somos. O que faz diferença é o acolhimento e o tratamento contínuo. Quando conseguimos enxergar a condição de forma clara, abrimos espaço para que as pessoas se sintam menos sozinhas e mais encorajadas a buscar ajuda”, enfatiza.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

OFERTA RELÂMPAGO

Digital Completo

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
ECONOMIZE ATÉ 52% OFF

Revista em Casa + Digital Completo

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 12,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).