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Feijão fradinho: um gigante entre as proteínas vegetais

Leguminosa tem cultivo ancestral, é rica em fibras e protege contra doenças crônicas. Conheça a história e veja sugestões de preparo

Por Clarice Sena
Atualizado em 6 mar 2025, 14h19 - Publicado em 6 mar 2025, 14h18
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Vários benefícios e muita versatilidade na cozinha tornam esse feijão uma constante em receitas tipicamente brasileiras (Tiia Monto - CC BY-SA 3.0/Wikimedia Commons)
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O feijão fradinho é uma das leguminosas de cultivo mais antigas da história da humanidade. No Brasil, ele é conhecido por muitos nomes: feijão-caupi, feijão-macássar, feijão-de-corda e até feijão-miúdo. A variedade de nomes é explicada, em parte, porque esse tipo de leguminosa é cultivada em todas as nossas regiões.

Tão grande quanto sua lista de nomes é a de benefícios à saúde. Confira a seguir:

+Leia também: Feijão engorda ou ajuda a combater a obesidade? Saiba o que diz a ciência

Benefícios que vêm de longa data

O feijão fradinho ou feijão-de-corda é da espécie Vigna unguiculata, cuja origem vem do continente africano. A leguminosa foi introduzida no Brasil durante a colonização portuguesa e rapidamente espalhou-se pelo país graças à facilidade do seu cultivo. A planta requer pouca água, germina até nos solos menos férteis e é compatível com altas temperaturas.

Os grãos do feijão são ricos em proteínas de alta qualidade e carboidratos: a média é de 23 a 32% de proteína, 50 a 60% de carboidratos e cerca de 1% de gordura por grão. Essas características garantem a este alimento uma grande importância social, especialmente no combate à desnutrição.

O fradinho é rico em fibras, vitaminas do complexo B e possui uma série de substâncias que ajudam na prevenção do colesterol, alguns tipos de câncer e da manifestação da doença de Niemann-Pick, relacionada à produção de gordura no corpo.

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Em comparação com proteínas animais, o fradinho não possui bons níveis de metionina e cisteína, aminoácidos importantes para o bom funcionamento do organismo. Por outro lado, ele é mais rico do que a maioria dos cereais em lisina e triptofano, dois aminoácidos essenciais (não produzidos naturalmente pelo corpo).

Por isso, ele pode ser um alimento complementar a outros tubérculos, carboidratos e aos próprios cereais, como o arroz – bem ao gosto dos brasileiros.

Preparo é versátil para o cotidiano

Na região de Mafra, em Portugal, são famosos os pasteis doces que usam feijão fradinho, amêndoas, açúcar e gema de ovo como ingrediente. No Brasil, ele é a estrela principal no preparo do acarajé, típico da Bahia.

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Essas delícias já dão a dica sobre o seu uso versátil em várias formas para receitas no dia-a-dia. No Brasil, ele também estrela farofas e saladas.

Tal como outros tipos de feijão, ele pode ser deixado de molho na água antes do preparo para facilitar na digestão mais tarde. Os grãos também podem ser temperados e fritos sem óleo na air fryer para uso como snacks.

Outro uso bem interessante do feijão fradinho é na sua forma moída e transformada em pastas e patês, similares ao húmus. Enquanto farinha ou farofa, pode ser um ingrediente saboroso para massas e bolinhos.

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