🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!
Imagem Blog

Com a Palavra

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Neste espaço exclusivo, especialistas, professores e ativistas dão sua visão sobre questões cruciais no universo da saúde

Quando a saúde mental passa a ser um problema para a educação

Transtornos psiquiátricos e mesmo os efeitos da pandemia no bem-estar mental estão dificultando o aprendizado de crianças e adolescentes

Por Silvia M. Gasparian Colello, educadora* 6 jul 2022, 12h04 | Atualizado em 4 jun 2026, 23h27
Foto de escola
As escolas também sofreram muito com a pandemia. (Foto: Kyo Azuma/Unsplash/Divulgação)
Continua após publicidade
Quando a saúde mental passa a ser um problema para a educação Priorizar nos meus resultados Google

A pandemia de Covid-19 começa a dar trégua à sociedade, mas os problemas gerados no âmbito da educação estão longe de serem resolvidos. Como se não bastassem o elevado índice de evasão escolar, a ampliação do abismo entre os sistemas público e privado de ensino e a defasagem das aprendizagens previstas, o setor enfrenta o comprometimento da saúde mental das comunidades escolares.

Obviamente, esse transtorno é reflexo de um mal sanitário mais amplo, que afetou toda a sociedade nos planos econômico, político, social e humanitário. No entanto, ele tem uma conotação particularmente grave na escola, porque afeta a formação de jovens. Ele compromete não só os processos de ensino e aprendizagem, como também a convivência social indispensável ao processo educativo.  

A própria mensuração do problema é difícil e corre o risco de ser subestimada em face da pluralidade de sintomas de depressão e de ansiedade que, com diferentes ênfases e graus de evidência, afloram no cotidiano da escola: distúrbios de sono, falta de ar, apatia, esgotamento, irritabilidade, dificuldade de concentração, disfunções alimentares, transgressão de limites e fragilidade de competências socioemocionais integram a lista.

Continua após a publicidade

Na perspectiva dos estudantes, a baixa autoestima e o declínio da autoconfiança parecem comprometer o foco, a determinação para estudar e a efetividade de organização. 

Os professores, por sua vez, se veem pressionados. De um lado, a urgência de retomar a aprendizagem, recuperar as perdas do ensino a distância e demonstrar resultados. Do outro, a constatação de difíceis condições de trabalho, marcadas principalmente pela perda de vínculo dos estudantes com a escola e até por ocorrências de intolerância, indisciplina, agressividade e violência. Some-se a isso a permanência dos riscos sanitários, ainda eminentes, que condicionam a descontinuidade do trabalho escolar. 

Continua após a publicidade

+Leia também: Dermatite atópica piora rendimento escolar de crianças, segundo estudo

Para reverter esse cenário, antes de tudo é preciso ressignificar a escola e, particularmente, a sala de aula. Mais que espaços de aprendizagem, elas merecem – principalmente nesse momento – se constituir como ambientes de socialização, afetividade e amadurecimento de competências psicossociais. 

Continua após a publicidade

Em segundo lugar, devemos traçar planos objetivos de intervenção e projetos significativos de trabalho com base no mapeamento das dificuldades de cada instituição. Cada caso é um caso, e impossível instituir receitas genéricas. 

Mesmo assim, algumas diretrizes merecem destaque: 

Continua após a publicidade
  • A valorização das conquistas
  • O fortalecimento dos projetos de vida e o respeito aos tempos de aprendizagem
  • A negociação de dificuldades específicas
  • As dinâmicas para lidar com a heterogeneidade das turmas, inclusive com diferentes graus de aprendizagem
  • A mediação nos arranjos de organização dos estudos e de convivência social
  • O resgate dos vínculos dos alunos com a escola, o restabelecimento de relações afetivas com os colegas e o aprofundamento das estratégias de acolhimento

Isso tudo sem desconsiderar a necessidade de atenção do poder público à saúde mental dos estudantes. Se a escola é um espaço de problema, ela pode ser também um de superação.

Continua após a publicidade

*Silvia Gasparian Colello é educadora, pesquisadora na área de Psicologia da Educação, professora Sênior do Programa de Pós-graduação da Faculdade de Educação da USP e autora dos livros A escola que não ensina a escrever e Alfabetização – O quê, por quê e como (Summus Editorial – clique para comprar).

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo uma página de notícias com imagens de produtos e um ícone de árvore verde ao ladoMão segurando um smartphone branco com a tela exibindo um aplicativo de notícias, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 87% OFF

Digital Básico

Sua saúde merece prioridade!
Com a Veja Saúde Digital , você tem acesso imediato a pesquisas, dicas práticas, prevenção e novidades da medicina — direto no celular, tablet ou computador.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba Veja Saúde impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
De: R$ 29,99/mês
A partir de R$ 10,99/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).