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Glândula pineal: para que serve e qual a importância dela?

Responsável pela produção da melatonina, ela ajuda a regular nosso relógio biológico

Por Gabriel Bortulini
1 dez 2024, 08h00
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Glândula mede apenas 8 milímetros (Life Science Databases (LSDB)/CC BY-SA 2.1 jp/Wikimedia Commons)
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A glândula pineal, também conhecida como epífise ou, apenas, pineal, é uma glândula endócrina localizada no cérebro da maior parte dos vertebrados. Por muitos anos, foi considerada um órgão vestigial. Ou seja, algo que teria exercido uma função no passado, mas sem utilidade no presente. Hoje, contudo, sabe-se que ela é responsável pela produção de melatonina.

A melatonina importante hormônio relacionado aos ciclos biológicos, como os padrões de sono. A produção da melatonina pela glândula pineal está diretamente relacionada à exposição a ambientes escuros.

Com um formato que lembra um abacaxi ou pinha (daí o nome “pineal”), a glândula fica no epitálamo, na região central do cérebro, e mede apenas 8 milímetros.

+Leia também: Melatonina: tudo sobre o hormônio do sono

Funções da glândula pineal

A principal função da glândula pineal é a produção da melatonina. Esse hormônio é fundamental para a regulação do ritmo circadiano do sono, uma espécie de “relógio biológico”, que opera num ciclo de aproximadamente 24 horas.

A glândula pineal atua como o “sincronizador” desse ciclo, reagindo aos estímulos luminosos do ambiente, através da retina: a escuridão funciona como um gatilho para a produção da melatonina; já a luz (natural ou artificial) interrompe a secreção do hormônio.

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Além do sono, a melatonina é importante para o funcionamento do organismo, com ação antioxidante e desempenha um papel também no sistema imunológico.

Muitas funções da glândula pineal ainda não são totalmente compreendidas pela ciência. Acredita-se, por exemplo, que a glândula possa exercer um papel no desenvolvimento e comportamento sexual, principalmente em animais, embora não haja consenso científico.

É importante salientar: embora a melatonina esteja relacionada à regulação do sono e seja utilizada, como suplemento, para tratar alguns distúrbios como jet lag ou atraso da fase de sono, a substância não é recomendada para o tratamento de insônia.

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Uma glândula cercada de crenças

A glândula pineal foi considerada por René Descartes a “morada da alma”. Algumas crenças relacionadas às “funções místicas” da glândula resistem em religiões e tradições esotéricas e em algumas pseudociências. Ainda hoje, muitas pessoas relacionam a glândula pineal ao “terceiro olho” do hinduísmo.

Algumas hipóteses foram utilizadas na literatura de ficção e também na tentativa de explicar fenômenos supostamente mediúnicos e paranormais associados à glândula pineal. No entanto, nenhuma dessas crenças têm comprovação científica.

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