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Laser íntimo: conheça procedimento realizado por Giovanna Antonelli

Técnica vem ganhando popularidade para lidar com alterações associadas à menopausa, mas ciência ainda não bateu o martelo sobre sua eficácia

Por Maurício Brum 25 jun 2026, 14h15
Mulher sorridente, de biquíni preto, dentro de uma banheira de madeira, apoiando os braços na borda. O ambiente tem paredes vermelhas, um quadro colorido, um chuveiro de vidro e um telhado de palha. Ao fundo, vegetação verde e uma esteira de exercícios.
A atriz Giovanna Antonelli (Instagram/Reprodução)
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Em um vídeo difundido nas redes sociais, a atriz Giovanna Antonelli, de 50 anos, contou que se submeteu a um procedimento ainda pouco conhecido por muitas mulheres: um laser vaginal de CO2, que costuma ser indicado para lidar com alterações na região genital associadas à menopausa.

A técnica despertou curiosidade nas seguidoras e lançou luz sobre uma tecnologia que ainda é alvo de pesquisas que buscam determinar sua verdadeira eficácia. Conheça mais sobre o procedimento.

Como é a técnica e quais as indicações?

O laser vaginal de CO2 é um procedimento utilizado na chamada ginecologia regenerativa, que atua para restaurar aspectos anatômicos e funcionais da região íntima feminina. Em geral, o foco é em técnicas não invasivas, como a aplicação de laser, que poderiam ajudar a lidar com alterações típicas do envelhecimento natural.

Uma das vantagens do procedimento seria oferecer uma alternativa não hormonal para lidar com os sintomas vistos durante o climatério.

Ao emitir feixes focados de luz e calor, o laser estimularia a produção de colágeno que, em tese, poderia ajudar no tratamento de desconfortos como:

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  • Atrofia vaginal
  • Casos leves de incontinência urinária
  • Ressecamento
  • Dispaurenia (dores relacionadas à relação sexual)

De forma controversa, o procedimento também tem sido procurado por questões estéticas, para deixar a vulva “mais bonita”. Grande parte dos médicos, porém, desaconselha realizar o procedimento apenas com esse objetivo.

Mas funciona?

Apesar de estar ganhando cada vez mais popularidade, o laser vaginal de CO2 ainda não tem evidências científicas robustas atestando sua eficácia. Trata-se de uma técnica nova ainda em fase de investigação.

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Em geral, a maioria dos trabalhos demonstrando benefícios se baseia em relatos de caso individuais e avaliações de satisfação pessoal das pacientes – que, em muitos casos, realmente afirmam que sentiram uma melhora dos sintomas logo após utilizar o laser.

No entanto, casos isolados e a impressão pessoal esbarram em uma questão que os pesquisadores seguem tentando responder: não há certeza de que o laser seja efetivamente melhor do que um placebo para lidar com os sintomas.

Em 2022, um amplo estudo de revisão avaliou 114 trabalhos sobre o assunto e concluiu que a maioria dos artigos que encontraram benefícios não envolviam estudos randomizados controlados, o padrão-ouro da ciência. Quando esse tipo de estudo foi feito, com frequência não se constatou uma diferença nos resultados entre os grupos que usaram o laser e os que não se submeteram à técnica.

“O efeito do laser vaginal e vulvar diminui conforme aumenta a qualidade dos estudos”, concluíram os pesquisadores, que enfatizaram a necessidade de mais evidências científicas antes de validar a técnica como um tratamento preferencial.

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