Crossover: o movimento certo para definir o peitoral
Exercício com polias permite acionar diferentes músculos e é ótima opção para hipertrofia do tórax

Quando o assunto é musculação, o peitoral é um dos grupos musculares mais visados pelos praticantes. Ter um tórax bem definido pode ser uma meta estética, mas também é essencial para garantir a força e o equilíbrio musculares necessários para a realização de vários movimentos. Dentre as várias opções de exercício para trabalhar a região, o crossover é uma das mais eficazes.
O exercício é feito em um equipamento de polias duplo, que utiliza cabos ajustáveis para permitir movimentos amplos. De acordo com o posicionamento das polias, o movimento pode ativar a porção clavicular do peitoral, a parte esternal (média) ou o abdômen inferior.
Por demandar um nível razoável de coordenação motora e resistência muscular, o crossover é recomendado para quem já possui experiência em musculação. Para evitar lesões, uma boa estabilidade nas articulações dos ombros é exigida para a prática.
Benefícios do crossover para o corpo
Além de fortalecer o peitoral, a prática ativa os deltóides anteriores — músculos dos ombros — responsáveis pela flexão e rotação do braço.
O exercício é uma das melhores opções para a definição muscular do peitoral porque permite movimentos amplos e controlados, ativando de forma intensa os músculos desta parte do corpo.
Outra vantagem é que o uso de polias duplas exige movimentos simultâneos, estimulando o desenvolvimento da coordenação motora de diferentes grupos musculares. É preciso manter a coluna alinhada e não curvada, movimentar os braços de forma síncrona e ter cuidado para não acionar as escápulas.
A versatilidade também torna o crossover um dos exercícios mais benéficos para o grupo muscular peitoral. Com ajustes simples no equipamento, é possível trabalhar diferentes fibras musculares, como as de contração rápida — ideais para força e potência — e as de contração lenta — que influenciam na resistência.
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Variações do crossover
Uma das grandes vantagens do crossover é a possibilidade de variar o ângulo de execução, proporcionando diferentes estímulos ao peitoral:
- Crossover alto: nesta opção, os cabos começam em uma posição elevada, sendo puxados de cima para baixo até a região pélvica, ativando a parte inferior do peitoral;
- Crossover reto: com os cabos ajustados na altura do peitoral, o movimento ocorre em uma linha reta. Essa é a variação mais clássica, que trabalha de forma uniforme todo o músculo peitoral;
- Crossover baixo: aqui, os cabos começam em uma posição baixa e são puxados de baixo para cima. Esse ajuste foca mais na parte superior do peitoral, sendo excelente para complementar outros exercícios.
Como executar o exercício
Para garantir a segurança e maximizar os benefícios, é fundamental seguir os passos corretos do movimento. Em qualquer uma das posições de polias, a trajetória dos braços no movimento deve ser circular.
A execução clássica do crossover reto segue o seguinte passo a passo:
- Posicionamento inicial: Ajuste as polias em uma altura adequada ao tipo de movimento desejado (alto, reto ou baixo). Pegue as alças com as mãos e posicione-se no centro do equipamento;
- Postura: Mantenha o tronco levemente inclinado à frente e os pés paralelos, com os joelhos levemente flexionados. Outra opção é colocar um pé mais à frente do outro;
- Movimento: Com os cotovelos semiflexionados, puxe os cabos em direção à linha média do tórax, tocando ou quase tocando as mãos no ponto final, formando uma trajetória circular. Controle o retorno para a posição inicial, estendendo os braços ao máximo sem perder a tensão;
- Respiração: Expire durante a contração e inspire ao retornar.
E lembre-se: embora seja um exercício altamente eficaz, o crossover não é indicado para iniciantes absolutos ou pessoas com problemas articulares nos ombros. É sempre recomendável buscar orientação de um profissional de educação física antes de incorporar o crossover na rotina de treinos.